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5 de dez de 2013

Livro: Na Ilha

Eu cismei que o nome desse livro é Na Praia, sei lá porque... Bom, talvez por causa da capa que não tem nada a ver com a nada e está completamente fora de lugar. Não entendi bem a razão da Intrínseca ter a mantido, porque além de não ter nada ver com a história, não é uma que nos faz parar na livraria para ver o livro.
Sim... eu não comprei o livro, eu ganhei. E na hora de enrolar e não fazer o que tenho que fazer, eu sou mestre, então acabei lendo esse livro em uma noite, quando deveria estar estudando...
É um daqueles livros tranquilos que você lê rapidinho, em menos de um dia. E apesar de, pela capa, você não poder falar nada da história, a sinopse está bem construída, relatando brevemente o que aconteceu ANTES do livro. Sim, tudo o que está na sinopse acontece nas primeiras 50 páginas. A história é a partir dali.
É bom, apesar de ter alguns problemas temporais bastante chatos. Ela mudava o ano em que se passava a história bem rápido, e misturou acontecimentos. Quis usar fatos para construir o romance e acabou se perdendo. Ela devia ter feito uma pesquisa melhor, usado uma linha do tempo em cima do seu lugar de estudo e feito as interseções entre realidade e ficção de forma mais correta. Acho legal autores que utilizam fatos para construir seus romances, mas o tempo deve ser respeitado.
Ainda teve o problema da calcinha dela, preta a principio, ter virado branca DO NADA. Os itens de limpeza e higiene duraram para caramba, o que foi levado para durar 1 mês, durou 3 anos.
Em alguns momentos tive a impressão de que a autora nunca nem acampou. A personagem tinha umas preocupações meio bobas considerando onde ela estava, perdida em uma ilha deserta com um adolescente quase homem. Preocupações como lavar a roupa com sabão, raspar a perna, ter óleo de bebê para se masturbar... coisas meio estranhas considerando tudo... Pode me chamar de porca, mas se eu tô perdida no meio do nada, com suprimento super delimitado, já praticamente sem esperança de ser resgatada... eu não vou me preocupar se tenho pêlos nas pernas ou não.
Além disso, se eu consegui matar um tubarão, ele será refeição por mais de um dia. Ainda mais considerando que tem uma fogueira para esquentar e cozinhar a carne.
A autora ainda ficou com medo de tocar em tabus e esperou o T.J. crescer para construir o relacionamento, estendendo muito o tempo presos na ilha, criando uma rotina meia bizarra e fazendo o tempo passar muito rápido. De repente já era aniversário dele, natal, ano novo, dia dos namorados, aniversário dela, "volta as aulas" e aniversário dele de novo. Ela esperou ele ter quase 19 anos, um corpo de homem formado, para finalmente acontecer um relacionamento físico.
Ele, T.J., é um personagem muito interessante, afinal teve que crescer quando teve câncer, o que tornou seu passado trágico necessário para justificar o relacionamento. Um menino que aos 15 anos descobre a doença, tem o relacionamento lindo com a outra menina também doente. Ela morre, ele sobrevive. Ele cresce emocionalmente, se recupera. Vai passar as férias com os pais, se perde na ilha. Com 15 anos ele teve que pensar se queria ter filhos no futuro, pois o tratamento o deixa estéril. Se ele não tivesse passado por tudo aquilo, dificilmente conseguiria manter o final feliz com uma mulher 14 anos mais velha que quer casar e ter filhos.
Ela, Anna,é uma professora de inglês presa em um relacionamento sem futuro. Aceita o trabalho do outro lado do mundo para pensar e se distanciar. Tudo acontece. Até pela idade, ela já passou da fase de dúvidas. Ela é uma mulher que sabe o que quer.
Para resumir, eu curti muito os protagonistas, e apesar dos problemas temporais, é uma história bem divertida, para passar o tempo.

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