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25 de mar de 2013

[Trabalho da ECO] Curta sobre a Urca



Um curta que nós idealizamos, produzimos, gravamos e editamos.
Já tem um tempo, mas vale a pena relembrar!
Como não amar comunicação?

15 de mar de 2013

Livro: Divergente

Vamos ser sinceros e admitir que esse livro veio na cola do sucesso de Jogos Vorazes. Tem algumas semelhanças, e o trabalho de marketing da editora joga bastante com isso. E agora vai até virar filme...
Mas em relação a história em si, a semelhança está apenas no fato de ser uma distopia.
Já tem alguns dias que eu acabei de ler o livro e não consigo escrever essa resenha. Nos primeiros capítulos do livro eu não gostei. É chato, a explicação não faz sentido, o nome das casas são estranhos... nada faz muito sentido. Depois da escolha da menina e o treinamento dela na casa da coragem (para alguns, Grifinória, no caso, Audácia), a história fica bastante interessante, quase viciante. Ai no final a autora quebra tudo, querendo fazer cenas emocionantes que só me deram raiva, matando os personagens mais bem construídos, ou seja, destruindo tudo aquilo que ela tinha iniciado.
Ela mata aquela que, pra mim, era a resposta do mistério. Sinceramente, não sei como ela irá continuar. Provavelmente irá inventar algo próximo a um distrito 13, fora dos muros da amizade, para continuar a luta e justificar qualquer coisa, porque a história não faz sentido!!!
Para mim está difícil inclusive explicar sobre o que se trata o livro.
O que torna a protagonista diferente é o fato dela ter sentimentos contraditórios. (GETEM, TODO MUNDO É ASSIM!) Nenhum ser humano teria a capacidade de abrir mão completamente do egoísmo, ou da covardia ou de qualquer dos outros sentimentos propostos. Ninguém é completamente honesto, ou audacioso, ou é amigo de todo mundo. Para a sociedade existir é necessário um pouco de mentira.
É uma história bizarra que eu de fato não entendi como as pessoas podem ter se apaixonado tanto.
Tem pontos legais, é verdade. Mas ela mata eles.
E detalhe, vai virar filme. E a atriz que será a protagonista é uma chata, que fez "The secret life of a american Teenager". Ela era uma merda na série, e rapidamente foi deixada de lado pelas outras personagens da série que era muito mais interessantes. Porque acham que ela vai conseguir fazer esse papel?

10 de mar de 2013

Livro: Os Príncipes Encantados de Libby Manson

Ainda não sei dizer se amo ou odeio esse livro. Ele é bastante previsível, mas não tanto assim. É bem gostoso de ler, apesar de algumas partes serem meio desnecessárias. É um livro divertido, um passatempo de final de semana e útil para descansar a mente. E apesar da previsibilidade, tenho que admitir que amei e odiei os príncipes de Libby junto com ela, mesmo sabendo quem era o certo e com quem ela terminaria. Me senti animada com o casamento, e triste com término. O livro está muito bem escrito e te convence de cada sentimento que a protagonista está sentindo.
Como todo o chick lit, a protagonista é uma mulher de 27 anos que ainda está solteira e vive a procura do homem dos seus sonhos. O que achei de "errado" nesse livro é que ela diz, bastante no início, que é da geração dos anos 90. Mas com 27 anos ela deveria ter nascido nos anos 80, não 90. Ao menos que o livro se passe daqui a 10 anos, coisa que não pareceu... Um pequeno problema de matemática ai... Ao menos que esteja se referindo ao fato de ter tido grande parte da infância durante os anos 90... mas isso não faria dela uma geração anos 90... enfim, confusões de idade a parte, Libby conhece um menino.
Nick, é o nome do menino.
E no começo, Nick é completamente errado para ela. Claramente. E aos poucos, vamos nos apaixonando por Nick. Ai ele quebra o coração dela. Então, nós o odiamos! Ai aparece Ed. Nós o odiamos para sempre. Nunca nunca nunca o amamos. Apesar de Libby cogitar se casar com ela, mentira. Ele nunca foi homem para ela. NUNCA!!
Enfim, resumindo o livro é seguinte: Na 1ª metade, ela passa se iludindo achando que não ama o Nick. Dai na 2ª ela passa se iludindo achando que ama o Ed. No final, ela termina solteira! Muito legal, não?!
Acho que o grande ideal do livro é discutir se pessoas de classes sociais diferentes podem ter um relacionamento saudável. Porque Nick é, pelo que a Libby sabe, pobre. Vive de seguro desemprego, é um "quero ser escritor" mas ainda não tem nada publicado. Diversão para ele é beber um pub e discutir política.Tem a idade dela, é lindo e gostoso e bom de cama.
Ed, ao contrário, é um rico das finanças, muito rico mesmo. Quer uma mulher para ficar em casa e cuidar de tudo. É mais velho que ela, e mais inexperiente sexualmente - uma situação que achei meio estranha, mas enfim, ela precisava colocar um defeito grande no cara. E usa um bigode, que claramente a autora não curte!...
Libby é o meio termo. Ela quer um cara que cuide dela, e apesar de trabalhar e ter a independência, pensa que deseja ser dona de casa. Quer morar em uma casa grande e linda, ser bem tratada e ter tudo que sempre sonhou. E dai ela se encontra entre Nick, que é diversão sem dinheiro, e Ed, que é dinheiro sem diversão. E fica honestamente perdida, sem saber muito bem o que fazer. E eu entendo o dilema dela, honestamente. Se fosse eu, casaria com o Ed e teria o Nick como amante. =) Porque não ter os dois? Mas ela é boazinha demais para isso, e quer o casamento dos sonhos!..

Enfim, é um livro divertido, que só li porque uma amiga minha que me emprestou! Imagino que uma outra amiga minha, que quando me empresta livros eu normalmente não curto, iria adorar esse romance, verdadeiramente se identificar!.. haha


Obs. Para mim, os pais do Nick são ricos! Nada me tira isso da cabeça, e ele é simplesmente um pobre garoto rico e revoltado que quer provar que pode viver sem a ajuda dos pais.

6 de mar de 2013

Série: Nashville

Quando eu comecei a assistir essa série, me senti mal por não conhecer quase nada da NOSSA cultura sertaneja. Qual o meu problema para gostar das música sertaneja americana - também conhecida como country - e nem conhecer direito a brasileira? E por isso eu quase parei de assistir... mas alguma coisa na série me fez continuar.
As músicas originais (eu acho) que cantam nem são muito boas, e curto apenas algumas. Não baixei nenhuma e não as escuto além do episódio. Mas combinam com a proposta.
A história vai além das protagonistas e tem vários arcos menores muito interessantes. Ninguém é muito inocente. Os impulsos de ser celebridade são mostrados, nas duas faces da mesma moeda, uma representada pela veterana Rayna, e a outra pela popstar Juliette. Enquanto a mais velha já passou por quase tudo que poderia ter passado como grande artista, a outra está no auge, aproveitando cada momento e cometendo todos os erros possíveis. Enquanto a primeira briga por uma família normal, querendo proteger as filhas e, se possível, o casamento, a segunda quer distancia da mãe drogada e ainda acredita que não precisa de ninguém para ser a melhor.
Ambas querem mudar seu estilo de música. Uma, quer rejuvenescê-lo, atrair um público mais jovem. A outra, quer crescer com o seu público, produzir uma música mais adulta. E nessas de "eu fui você no passado" e "eu quero ser você no futuro" as duas se odeiam.
Claro que tinha que ter um guitarrista no meio. O antigo amor de Rayna é um dos melhores guitarristas do pedaço e Juliette o que de qualquer jeito. E consegue em alguns momentos. Aliais, Deacon é um querido. Ex drogado, pai de uma das filhas de Rayna (shiiih ninguém sabe ainda), lutando contra os próprios desejos e sem saber que pode simplesmente ser.
E o mesmo tem uma sobrinha, super talentosa, mas sem noção de seu potencial. No começo, vivia para aquele namorado babaca. Quando a gente achava que ele ia fazer alguma coisa boa, tinha sempre uma intenção "malvada" (egoísta) por trás, enquanto ela fazia tudo por ele. Foi bem feito eles terem terminado e ainda não entendi o que o namorado ainda está fazendo na série.
Ela faz par com o Gunnar, outro fofo, meio babaca, apaixonado por ela desde sempre e que acaba sendo o responsável por mostrá-la o talento e juntos foram uma dupla muito fofa de música country. Para mim, as melhores músicas da série são as deles.
Do lado da Rayna temos um marido chato, um pai que não convence como poderoso, uma irmã meio perdida no meio e duas filhas fofas que sempre que aparecem chamam toda a atenção.
Quando falei do pai que não convence como poderoso é porque Rayna veio de uma família rica, poderosa e influente de Nashville, e teoricamente o pai seria o patriarca, dono do governo e acostumado a ter tudo o que deseja. Seria um personagem muito importante e merecia um ator de respeito. O ator atual não me convenceu. Tinha até achado que ele havia saído da série. Mas eis que ele aparece de novo.
Do lado da Juliette temos apenas uma mãe complicada, um quase marido jogador de futebol americano e um empresário bastante interessante. Desse lado da trama tem menos personagens, mas também menos erros e tem seu charme.
A série vale a pena dar uma conferida. Quando passa a discussão interna, e você percebe que sim, essa série poderia ser feita aqui no Brasil sem problemas, provavelmente seria bem legal, só que não é feita, a gente relaxa e aproveita. Afinal, mesmo as séries que são produzidas aqui são super complicadas de se ter acesso.

2 de mar de 2013

Livro: A Letra Escarlate

Mesmo que nunca tenha ouvido falar o nome desse livro, eu tenho certeza que alguma parte da história você irá reconhecer. É um clássico norte americano. É para eles como... Machado de Assis é para gente - leitura obrigatória de Ensino Médio. E como todos os grandes clássicos, já foi citado em muitos filmes, séries e até em outros livros mais recentes, e foi em uma dessas que fiquei curiosa para conhecer. (Esse ano eu me fiz uma promessa de não focar apenas nas novidades, mas ler um pouco dos clássicos que estão na estante a tempos me olhando - afinal passaram de geração).
A história é meia doida, e bastante previsível (atualmente que já vimos isso acontecer milhões de vezes - para a época, deve ter sido revolucionário).
O livro começa com a Hester Prynne, a protagonista, sofrendo uma humilhação e sendo condenada a usar uma letra A escarlate do lado esquerdo do peito para o resto de sua vida. Todo esse escândalo porque teve um caso com alguém da cidade puritana e... engravidou. Se recusa a contar quem é o pai da criança e ninguém desconfia que é... adivinhem? O mais clássico dos casos proibidos!
Mas para piorar a situação, ela seria supostamente viúva - pois o marido a havia enviado para se estabelecer na cidade americana que ele iria depois e nunca apareceu. No entanto, como eu todo a boa história, reaparece justamente quando ela está com o bebê nos braços sendo humilhada. O senso temporal das pessoas é impecável.
E dai é aquele lero lero de sempre - o marido não se revela e promete vingança ao pai da criança, este por ser temente a Deus começa a sofrer de culpa (que culmina em sua morte, obviamente. Até estranhei que a criança tem um final feliz e Hester morre de velhice - solitária e humilhada, de certa forma por escolha, mas morre naturalmente.)
Bom, é um clássico, cheio de detalhes e com uma forma de escrita bastante peculiar, talvez até mais interessante que a própria história. A letra escarlate, presa na roupa, já virou um simbolo quase de liberdade feminina, apesar de no livro representar a repressão. É um pouco do "deixe que falem, eu faço o que quero". E a protagonista meio que se redimiu para com a sociedade, se curvando a ela e virando a mulher mais caridosa da Terra. Não acho que eu seria capaz...