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23 de jun de 2012

Filme: God Bless America

Esse filme foi lançado em 2011, mas até poucas horas atrás nem sabia da existência dele. O trailer foi postado no 9gag, um site que acompanho com alguma frequência, e após ver do que se tratava, arrumei o filme inteiro e assisti. E sinceramente, vale muito a pena.
O filme é uma grande crítica a mídia moderna.
Quando vi o trailer, pensei que teríamos uma situação a Lolita. Uma adolescente, envolvida sexualmente com um cara na faixa dos 40 ou mais. Mas na metade do filme, Frank - o protagonista - critica Vladimir Nabokov e essa apologia que tem hoje em dia a crianças como objetos sexuais.
Ele critica toda a nossa sociedade. Critica a TV americana, que hoje em dia só passa esses reality shows estranhos e incentivam as pessoas a serem egocêntricas. Reclama das pessoas que hoje em dia não levam mais o outro em consideração.
Na história, temos Frank, um cara com seus 40 e poucos anos, que sofre de insonia e dores de cabeça. É demito da empresa em que trabalha, logo está na merda. Não vendo saída, ele resolve se matar. Mas com a televisão ligada. Antes de se terminar o ato, ele vê uma garota mimada, rica, que só perturba todo mundo que tem um reality show dela, mostrando o quão fabulosa a vida dela é aos 16 anos. Em paralelo, Frank pensa na filha, que é uma mimada chata, bem americana, que reclama que a mãe comprou um Blackberry pra ela, e não o Iphone - rolando no chão e realmente reclamando. A filha deve ter uns 10 anos no máximo. Então Frank resolve levantar e ir até a cidade da garota.
Depois disso ele começa a matar pessoas. Pessoas que desrespeitam os outros, pessoas que usam a religião para espalhar ódio. Quando vi o trailer, achei que ele matava por qualquer motivo mínimo, mas isso não é verdade. Ele tem uma agenda muito bem feita.
Um dos discursos mais interessantes de Frank, feito logo no começo do filme, foi esse:



Depois disso, eu realmente não tenho mais o que comentar sobre o filme. É muito bom. Melhor do que imaginei pelo trailer.
Bom, segue o trailer oficial.



Assista, pare e olhe a sua volta. 
É nesse mundo mesmo que você quer viver? 
Quem vamos matar primeiro?

18 de jun de 2012

Livro: O Poder dos Seis

Para quem não sabe, esse livro é a continuação do Eu sou o número 4 - que virou filme e ficou famosinho, mas não chegou a estourar. 
Como comecei a ler a série, gosto de ir até o final então acabei comprando e lendo o segundo livro. 
Meu grande problema com essa série é que os livros não tem finais decentes. Mas meu medo de que não seria escrito não se confirmou. Em inglês, já existe o próximo livro, além de vários livros menores, chamados de "legados de lorien" que contam alguma história que não é a principal. Sei que esses livros existem, porém ainda não comprei pra ler. Em português, se não me engano, só existe 1 desses menores. E o terceiro está para sair em outubro.
Voltando ao livro "O poder dos Seis", a história continua sendo narrada em parte pelo Número 4 e em parte pela Número 7 - que surge meio do nada. Quando li o nome, jurava que a história ia ser contada pela Número 6 - uma personagem bastante carismática, que apareceu no final do primeiro livro. Mas ela é mantida no papel de coadjuvante. Isso foi um ponto contra o livro.
Mas o livro está super bem escrito, com um leitura fácil que vai te levando. A Número 7 - com o nome de Marina - é uma personagem bem simpática também. Uma personagem forte, consciente, com legados (poderes) bem interessantes. Sua cêpan (treinadora) resolveu esquecer que vem de outro planeta e virar freira, e colocou a Marina no orfanato, ou seja, ela é uma loriena que tem o Cêpan ao lado, mas teve que desenvolver seus legados e aprender a lutar sozinha, e fez isso bastante bem. Então gostei das partes dela no livro.
Já as partes do Número 4 - John Smith está meio estranha. A relação do Sam, Seis e ele fica complicada, um triangulo amoroso estranho e sem sal. E ainda tem a Sarah - a humana que teoricamente é o amor de John no primeiro livro (que foi interpretada pela Dianna Agron, e é ela que eu vejo sempre) - criando um quadrado amoroso mais estranho ainda. Além disso eles estão sempre correndo, fugindo e meio perdidos. As partes das lutas e desenvolver os legados são interessantes, se você gosta dessas coisas. O mais interessante nessa narrativa é a carta do Henri contando a "profecia" dos 9 e explicando os legados. 
Bem no final do livro, eis que aparece a número 10 (mas não eram 9? leia o livro pra entender - é interessante) e o número 9 que nomeia o próximo livro da série, mas como ele acaba o livro fugindo com o número 4, estou achando que a narrativa continuará sendo a da John Smith nos próximos livros.
Então acabamos o livro com o 4, 6, 7, 9 e 10 apresentados e prontos para lutar. Apenas 1 cêpan sobrevive.
É uma história que está me ganhando seriamente, quero muito saber o final e quero conhecer mais dos personagens. Os lorienos são bem seres muito interessantes. 
Espero que tenha final e este seja legal. Recomendo a todos que gostam de histórias de super heróis, mais que ficção-científícia. Vejo tranquilamente quadrinhos em um futuro, mais do que filmes, para ser sincera.

9 de jun de 2012

Série: Community

Essa foi uma série que me apaixonei e me decepcionei muito rápido. A primeira temporada, recomendo a todos! É muito legal. A segunda e terceira... não! Eles não conseguiram manter o padrão...
A série se trata de uma "Community College" ou seja, uma faculdade que não tem renomes e é conhecida justamente por abrigar pessoas que não conseguiram entrar nas boas universidades americanas.
E como virou moda nos EUA's, na série temos um personagem de cada etnia, religião, idade - todos os esteriótipos são levados ao extremo.
Lembra um pouco de Glee, e o engraçado é que eles foram lançados no mesmo ano - quase juntos. Diferenças básicas, Glee é no ensino médio e tem música, já Community é uma universidade, as poucas músicas normalmente são cantadas sacaneando Glee.
Na primeira temporada eles são autênticos, com discussão interessantes sobre religião, preconceitos - principalmente racismo. Falas que já foram parar na 'Hot Page do 9gag' - que foi o que me chamou para assistir a série em primeiro lugar.
Para justificar o grupo tão heterogênico, no primeiro episódio é mostrado Jeff, o gostosão que fingia ser advogado - foi pego com o diploma falso, e está indo pra universidade apenas para tirar o diploma de verdade e voltar para a antiga vida - decide que quer dormir com a loirinha bonitinha da aula de espanhol. Para conversar com ela, ele inventa que é tutor de espanhol e vai começar um grupo de estudo. Ela muito esperta, sabendo que ele não quer nada sério, convida pessoas aleatórias da aula para comparecer nesse grupo.
Eles se formam e as histórias são hilárias.
Abet é demais. Um Sheldon elevado ao quadrado com referencias de pop culture e que acredita mesmo que vive em um Sitcom... (irônico?)
Tem o Troy, ex jogador de futebol, que machucou o ombro ou sei lá o que e perdeu a bolsa para a grande universidade e por isso foi parar na Community College.
Bom... podia continuar descrevendo os personagens, que são demais, mas a partir da segunda temporada eles começaram a ignorar os personagens e se focarem nas referencias pop culture. Os episódios passaram a ser tributos aos mesmos.
Quando eles colocaram zumbis naquele mundo eu quase desisti. O episódio documentário da 3ª temporada, eu de fato não assisti ele inteiro.
Para uma pessoa já estudou um pouco de linguagem audiovisual, eu vejo um pouco o apelo, mas cara, eles conseguiram exagerar. A série virou só isso. Os personagens foram ignorados, mal aproveitados, deixados de lado pelo ideia de fazer em 20 minutos um tributo a algum filme/série de sucesso.
E sim, até um episódio sacaneando Glee tem - com direito a um cara aleatório no piano, e teclado que continua a tocar a música sozinha...
Outro personagem que odiei o rumo dele foi o Chang - professor de espanhol na primeira temporada e ditador com complexo de napoleão na terceira. Não gosto desse humor escrachado e idiota. Uma pessoa correndo em círculos, fingindo que é um cachorro tentando pegar o rabo não é engraçado.
Enfim, é uma série que vale ver a primeira temporada. E parar ai.
Não continue. Não vale a pena.