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30 de abr de 2012

Filme: Pollock

Já tinha ouvido falar desse filme e desse artista em outras matérias da faculdade, mas até a minha busca pela minha identidade visual não tive paciência para assistir o filme.
Para começa a falar do filme, primeiro temos que falar um pouco de quem foi Jackson Pollock. Era um artista plástico americano, que viveu no começo do séc. XX. Morreu em 1956. Ficou famoso por sua arte abstrata e principalmente pela nova técnica de pintura que desenvolveu em que não usava pincéis. Ele colocava a tela no chão e ia com o balde de tinta e um bastão jogando a tinta no quadro. Muitos podem pensar que as pinturas saíam completamente aleatórias, mas eu não consigo fazer isso desse jeito... em algum momento iria derrubar o balde em cima da tela e estragar tudo. São quadros para se sentir, não entender. 
Com essa técnica ele ganhou uma capa na revista Life.

E é com essa capa da revista que começa o filme. 
Mostrando o Pollock no auge de sua carreira, com pessoas pedindo autógrafos e etc. 
A cena seguinte já é o contraste - como Jackson era um cara atormentado, adulto morando com o irmão e a mulher - que estava grávida - em um apartamento em NY. Antes da fama, ele tinha sérios problemas financeiros, como voltou a ter mais para o final da vida. Além disso, no filme ele é reportado como doido. Algumas vezes simplesmente saía vagando pela cidade, morava como mendigo, assustava as pessoas, ficava dias sem tomar banho. Depois era encontrado pelo irmão e levado de volta para casa. Nessa primeira fase sua arte já era abstrata e diferente, mas ainda não tinha desenvolvido a técnica. Confesso que gosto muito dessa arte da primeira fase dele. E é com essa arte que ele conhece a mulher, também pintora e "empresária" Lee Krasner que viria a ser sua esposa.
O ator Ed Harris que representa o artista no filme. E honestamente está fantástico.
É um artista que vale a pena conhecer um pouco sua arte, e além disso, o filme está muito bem construído e é uma boa maneira de aumentar o conhecimento sobre o meio artístico.
quadro da primeira fase do artista.
Vale a pena conferir!

16 de abr de 2012

Série: Alcatraz

É uma série que, assim que foi lançada, fez bastante barulho na internet, e por isso resolvi ver, mesmo não sendo meu tipo favorito. E tenho que confessar que cada episódio que assitia, tinha mais vontade de continuar vendo, e descobrir o mistério da ilha...
A história se passa em São Francisco - Califórnia onde havia uma prisão chamada Alcatraz. Hoje em dia, a ilha onde ficava localizada a prisão é um ponto turístico da cidade.
Mas voltando a série, há uma lenda que diz que os presos que seriam transferidos de lá quando a prisão foi fechada na realidade despareceram, e agora, em 2012, estão voltando e obviamente cometendo os mesmos crimes que cometeram no passado. Detalhe que eles voltam com a mesma idade que tinham quando desapareceram em 1964, e não lembram o que aconteceu com eles durante esse tempo.
Confesso que ainda tenho medo deles tentarem aumentar muito o mistério e se perderem. Gosto de suspenses que tenham uma explicação lógica no final. Se é para ter uma explicação sobrenatural, então avise que o sobrenatural existe desde o começo da história.
Alcatraz acabou a primeira temporada recentemente, com 13 episódios muito bem construídos e conectados. Teorias semi-científicas já foram lançadas para explicar a salto no tempo feito pelos personagens. Espero que eles escolham uma até o final.
É uma série que tem tudo para ter começo, meio e fim, mas a audiência nos EUA foi diminuindo ao longo da temporada. Espero que eles consigam reverter isso e mantenham Alcatraz no ar. É uma série que vale a pena, mesmo que você não seja muito fã de ficção científica.

8 de abr de 2012

Livro: Não sou esse tipo de garota

Se eu tivesse 15 anos com certeza esse livro seria um dos meus favoritos. Seria daqueles livros que eu indicaria pra todas as minhas amigas... e passaria de mão em mão como foi o "Clube do Beijo"...
O livro é simples, em muitos sentidos inocente, rápido de ler...
Conta a história de uma garota chama Natalie (pelo menos um nome comum) que é basicamente a "nerd" do colégio. Além disso só tem uma amiga - que obviamente é a melhor amiga...
Ela já está no último ano, prestes a se formar, e querendo fazer história no colégio - assim, se candidata a presidente do conselho estudantil. Sua vida acadêmica é relativamente chata. É uma boa aluna, estudiosa, que quer entrar na faculdade e pensa sempre adiante.
Mas ai para complicar a vida, entra na história a Spencer - uma menina ainda no primeiro ano que a Natalie costumava ser babá - e essa criança de 14 anos já sabe mais sobre sexualidade que a protagonista uma vez que esta tem horror a meninos e a distração que estes representam.
Spencer começa a colocar idéias na cabeça de Natalie, falando para ela que é ok ficar com garotos e tudo o mais. Ao mesmo tempo, aparece na história um jogador de futebol gatinho que está interessado personagem principal. E ai tudo se junta em harmonia, né?
Na história tem a Natalie no papel de menina responsável que deve se abrir um pouco para as experiências de adolescente e da fase que está vivendo. Temos a Spencer, que é aquela que só pensa no aqui e agora, e deveria seguir um pouco mais os conselhos da Natalie e virar um pouco mais responsável.
A melhor amiga não serve para nada e o gatinho está ali só para deixar a história mais divertida...
No final, a autora usa uma frase dizendo como - não importa que tipo de garota que você é, desde que você esteja bem consigo mesma.
Esse livro sim é uma literatura infanto-juvenil. Recomendo a meninas até 16 anos... depois disso fica meio infantil demais, mas ei, eu gosto de vez em quando...

6 de abr de 2012

Livro: Presentes da Vida

Esse livro é um continuação. O primeiro livro da micro série é "O Noivo da Minha Melhor Amiga", que recentemente até virou filme. 
Esse primeiro livro conta a história pela visão da Rachel, uma menina que sempre foi a nerd da escola e tem uma amiga que sempre foi acostumada a conseguir tudo o que queria por ser bonita. Elas são amigas desde sempre em parte por serem vizinhas, outra parte por cada uma entender a outra. Bom, nesse primeiro livro temos a impressão de que a Darcy (a amiga popular) meio que 'roubou' o Dex da Rachel.
Explicando melhor, o que aconteceu foi que a Rachel nunca soube demonstrar interesse pelo homem perfeito - que ela mesmo achava perfeito demais para si - e o que aconteceu é que a Darcy não tem esse problema. O que ela quer, ela consegue.
Assim, 7 anos depois, Darcy acabou noiva de Dex e Rachel ainda solteira em seu aniversário de 30 anos.
Agora, depois de tudo isso, a Rachel decide falar que gosta do Dex, e ele conta que sempre gostou dela. Eles acabam tendo um caso, e no final do livro o noivado entre Darcy e Dex é desfeito, e ele fica com a Rachel.
Já não tinha gostado muito desse primeiro livro. Achei errado a Rachel ficar com o Dex no final, até pelos acontecimentos ao longo do livro. Mas quando conversei isso com uma amiga que gosta muito desses livros, ela me falou para ler o "Presentes da Vida" que eu entenderia melhor...
Então li esse segundo livro - que conta como a história continua depois que a Rachel ficou com o Dex e a Darcy acabou grávida do padrinho de casamento - pelo ponto de vista da Darcy.
E no começo do livro a autora de fato descreve a protagonista como uma pessoa que precisa muito mudar. Uma mulher mimada, sem limites, que sempre teve tudo fácil na vida por ser uma mulher bonita. Eu sinceramente não acho que existe alguém no mundo que pensa daquela forma. Mas enfim, quando o noivado acaba e ela se vê grávida de um homem que mal conhece, e esse não é adequado para os seus padrões - acaba ficando sozinha.
Dai decide se mudar para Londres, para morar com um amigo de infância das duas, o Ethan - que do meu ponto de vista, deveria ter ficado com a Rachel no primeiro livro. 
E a Darcy é tão poderosa que mesmo grávida de gêmeos arruma um médico lindo e perfeito que assume ela com as crianças durante toda a gravidez. 
Mas como já disse, ela precisa mudar, e para a mudança ser 'verdadeira' era necessário que ela não dependesse tanto de um homem para sustentá-la. Dai ela termina com o médico perfeito e fica com o Ethan - que no livro anterior fala que preferiria ter ficado com a Rachel na 5ª série, mas como ela não fez nada, acabou ficando com a Darcy mesmo...
Enfim, o livro é uma confusão sem graça nem muito sentido. Às vezes tenho a impressão de que a autora sorteou quem ia ficar com quem, porque de fato não vejo sentido nas escolhas.

Acho que deu pra perceber que não curti muito... Mas serve para passar o tempo... é uma leitura tranquila.