Páginas

29 de dez de 2012

Livro: Herança

Quem acompanha o blog já percebeu que faz um tempo que não posto sobre livros. A verdade é que estava presa nesse.
Para começar, esse livro é o 4º e último da saga Eragon (êêêê, o cara finalmente escreveu o final) - Para ser legal com ele, o livro já tinha sido lançado a um tempinho, mas ele demorou muito entre o 3º e esse final.
Descobri essa saga vendo o filme, como a maioria das pessoas deve conhecer mesmo - o filme bem sessão da tarde, sem um final legal, sem nada demais. Mas tem dragões e isso é uma coisa que chama atenção.
Um belo dia, andando pela livraria, tinha uma promoção incrível que cada livro estava tipo R$20,00. Tinha os 3 primeiro.
Eu perguntei para a vendedora - São apenas esses 3?
Ela me respondeu - Sim.
Eu acreditei e comprei.
Levei para casa e comecei a ler. Não achei grandes coisas, tem muita referencias "senhor dos anéis". O autor obviamente é super fã de Tolkien e resolveu escrever sua própria saga na terra média. Só resolveu mudar um pouco os nomes, chamando a terra de Alagaesia, os Orcs de Urgals e Kulls e colocando dragão no meio. Obviamente, tem suas diferenças. Não estou dizendo que é igual, estou falando que tem referências claras.
O problema foi que quando estava chegando no final do 3º livro, a história não estava acompanhando. Faltava e muito para a batalha final e a queda do ditador. O livro acabou sem final, e o 4º ainda nem tinha previsão. Meus traumas com livro sem final começaram. E para piorar, descobri que o autor era uma menino de 20 anos. Pensei: " Esse menino está rico agora por causa do filme, não vai mais escrever o final. Jamais vou saber como Gabaltorix morre ou abdica do trono"
Depois de algum tempo o final foi finalmente lançado, eu me recusei a comprar e para a minha felicidade um amigo de faculdade é fã da série e me emprestou o livro. Assim, finalmente consegui me livrar de um trauma de "história sem final".

Mas agora vamos falar do livro em si, né?
É o final de um saga. Da forma exata que você espera. Os mocinhos só se dão muito mal, ai aparece uma esperança pequena. Essa não serve para muita coisa, e os mocinhos se dão mais mal do que bem, e vai nesse ciclo até mais ou menos a metade. Ai você começa a se perguntar como ele vai resolver todo o problema que ele está criando, que é bem grande. E a situação vai piorando mais e mais.
Ai ele inventa umas lutas que ninguém entende direito (do Roran com o Lord Bast), um feitiço sem palavras 'para que a Gabaltorix entenda' (??? né?), mata algumas pessoas do "bem" na batalha (para torná-la mais crível - não foi emocionante e não chorei mesmo) e ai acaba a luta.
E nessa parte do livro aconteceu o contrário do 3º livro. A história já tinha acabado, mas ainda tinham umas 100 páginas escritas. O autor resolveu não deixar nada para a sua imaginação. Ele escreveu mais 100 paginas no final contando o que cada personagem fez depois de viver aquela saga.
E nessa ele fez umas coisas que eu realmente não gostei, como transformar a Arya em cavaleira, dá a ela um dragão verde e macho que virou o namorado da Safira (como assim? Ele ainda era um bebê. Safira pedófila!!! Se fosse o contrário, iam logo acusar e impedir.- E pra mim a Safira tinha que ficar com o Thorn. Coitado, mal nasceu e foi aprisionado. Se redimiu e salvou a pátria! E depois foi viver isolado com o Murthag. Que, diga-se de passagem, também merecia um final mais digno - se casando com a Nasuada).
Não tenho problema com o final do Eragon em si, mas ainda acho que ele tinha que ter ficado com o Arya. Passar o romance deles para os dragões foi bizarro demais. E o que foi aquele "sexo falando seu nome verdadeiro"? É só falar o nome verdadeiro que você tem um arrepio.

Já deu para perceber que eu tenho um problema com essa saga. Mas é uma série legal se você gosta desse tipo de literatura fantasia.

Obs. Minha personagem preferida é a Angela - herbolária. Ela é cheia de mistério e é a única que posso imaginar o que ela foi e o que será! Porque assim, o final dela é simplesmente - estou indo andar por ai porque a nova líder quer controlar os feiticeiros e eu não serei controlada. Beijos e abraços, nos vemos na próxima aventura, porque é de perigo que se faz uma vida interessante.

26 de dez de 2012

Filme: Magic Mike

Esse filme saiu nos EUA há um tempo atrás e bastante barulho nas redes sociais, afinal não é toda a hora que aparece uma história de stripper masculinos, ainda mais com esses atores.
Claro que demorou para chegar aqui no Brasil, e mesmo quando chegou não estava passando no grande circuito. Tudo bem, eu dei meu jeito e consegui assistir.

Para começar, o filme é bastante doido. E depois que assisti fiquei imaginando em como daria uma série bastante interessante, isso porque, como um filme, tem um limite de tempo relativamente curto e vários assuntos como drogas, relacionamentos pessoais, aquele debate pessoal sobre esse mundo de dançarino de boate, entrar na vida ou não, a própria história dos personagens que os levaram aquele momento, acaba ficando tudo bastante superficial. Alguns assuntos, como dançar para homossexuais e relacionamentos com mulheres mais velhas acabaram nem sendo tocados. Por isso que uma série seria interessante. Cada um desses tópicos poderiam ter um temporada inteira para discuti-los. O problema da série seria escolher os atores certos para fazê-la funcionar. Afinal, Matthew McConaughey, Alex Pettyfer, Joe Manganiello, Matt Bomer e vários dos outros strippers são atores com já nome no mercado, e muitos atualmente já trabalham em suas respectivas séries.
Como já disse, o filme é meio sem sentido, e apesar do Mike ser o protagonista, Adam, seu pupilo ganha bastante destaque. Tanto que em um primeiro momento, parece que ele, Adam, é o principal da narrativa.
Particularmente, esse filme só fez sucesso porque tem atores famosos e semi nus, dançando para o público feminino. E nós, mulheres, gostamos disso.
O que me fez pensar mais sobre o filme, e fato escrever aqui sobre ele, foi o fato de como a irmã aceitou relativamente rápido o irmão virando um dançarino e entrando para esse mundo. E o porque para ele ir para esse mundo? Tem mulheres, bastante dinheiro e diversão. O que mais um menino de 19 anos quer? E isso de certa forma é aceito na sociedade. Se fosse com uma personagem feminina, essa explicação jamais seria aceita.
O filme tem seus altos e baixos, um final péssimo e algumas tramas mal desenvolvidas. Como já disse, essa história daria uma série bastante interessante, mas na falta, o melhor a fazer é ver o filme.
Obs. Se você for pesquisar na mídia como foi feita a divulgação do filme, eles usaram muito os nomes dos atores já consagrados, e que no filme em si acabam nem tendo tanto destaque assim.

22 de dez de 2012

Série: Gossip Girl

Acabou! A série que fez todos se apaixonarem por Nova York acabou depois de 6 anos de sucesso. E acabou porque estava na hora de acabar mesmo, e não por falta de audiência nem nada do gênero.
Como era uma série adolescente, que começou durante o ensino médio, os personagens já haviam se formado/desistido da universidade há algum tempo e já estavam vivendo suas vidas adultas.
A verdade é que tenho um carinho por essa série. Nunca foi minha preferida, nunca tive que ver no dia que saiu o episódio nos EUA, mas sempre acompanhei e adorei a Blair e o Chuck, e a Jenny, que era uma das minhas personagens favoritas, mas a atriz foi virar uma bêbada drogada que não conseguia decorar as falas e por isso acabou sendo tirada da série na metade.
As pessoas falam muito do legal de ser um blog que divulga e segue os personagens, e realmente foi uma ideia que previu um futuro, uma vez que quando o livro foi escrito ainda não existia twitter nem nenhuma dessas celebridades de internet. Mas aquele primeira parte, o xoxo, pra mim sempre vi como uma abertura da série, e nunca me importei com quem fosse a blogueira, ou como se revelou, o blogueiro. Nunca me chamou atenção esse gancho, e sempre acreditei que eles faziam as m. de propósito para aparecer no blog.
Essa foi uma das séries que a coadjuvante chamou muito mais atenção e conquistou os fãs antes da protagonista. Não duvido que a Blake, ou sua personagem Serena, tenha seus fãs e etc, mas pelos comentários, twitters e etc é fácil perceber que a Blair ganhou o nosso coração.
E quando surgiu o casal Blair e Chuck, foi a perfeição, e rapidamente se tornaram muito mais interessantes que o suposto casal principal que era a Serena e o Dan. Achei meio forçado eles acabarem juntos, mas tudo  bem. Aceito. E o mais legal foi que os roteiristas perceberam isso e souberam jogar com os casais, não forçou nenhum casal no público.
E diga-se de passagem, testaram TODOS os casais possíveis. Os 2 únicos que não dormiram juntos foi o Dan e a Jenny, e isso porque eram irmãos, senão já era. Todo mundo rodou ali. Até personagens que entraram só em 1 temporada foram pegos no furacão e acabaram ficando com mais de um personagem. E nessa série, os casais fazem sexo.
E talvez por isso que vários casais da série se formaram na vida real. Participar de Gossip Girl era quase certo sair namorando... Até pessoas que não fizeram casais na tela, mas se conheceram na série.
Bom, a série conta a vida dos jovens da alta sociedade de NY. Confesso que só li o primeiro livro, que achei bem mais "cru" no sentido de mostrar mesmo a bulimia, a bebida, as drogas e etc. Na série existe essas informações, mas elas ficam quase disfarçadas e mesmo assim vi uma entrevista dos produtores falando que sempre se meteram em problemas com associação de pais americanos por causa dessas cenas.
A série é fofa, fala de moda. Os protagonistas não tem problema com dinheiro, afinal isso eles tem de sobra. Sempre conseguem o que querem, e nem sempre de forma legal.
Aliais, lei não se aplica a eles.
A série foi pra Los Angeles, a série foi pra Paris. As gravações foram em Nova York.
O fim deixou um gostinho de quero mais. Vi umas cenas das primeiras temporadas e bateu saudades.
Quem sabe não faço uma maratona quando tiver tempo?

Obs. Logo no começo do lançamento da série, me animei para ler os livros, mas nunca consegui passar do primeiro. Era tão parecido com a série, e esta era tão superior, que desisti. Um ia acabar estragando o outro.

15 de dez de 2012

Filme: Histeria/ Hysteria

Tenho um mais novo filme favorito!
Apesar de não parecer, e talvez por isso, esse filme é uma das comédias românticas mais fofas, mais românticas, mais comédia, mais inesperadas dentro do possível para uma comédia romântica, enfim, mais tudo. Fui para o filme sem esperar nada e sai de lá com uma paixão na minha vida! Quero o personagem principal para mim! Quero aquele romantismo na minha vida.

Já expressei o quanto gostei do filme e, consequentemente, o quanto o recomendo. Mas falando agora da história...

Se você já leu a sinopse, sabe que o filme conta a história de como surgiu o vibrador. Sim, esse brinquedo sexual que hoje em dia tem em várias formas e já foi motivo de vergonha nas fotos alheias, prazer pessoal e etc. Todo mundo no mínimo já ouviu uma história, ou viu um filme/série que o consolo teve um papel importante na narrativa. Bom, nesse filme em particular, apesar dele parecer ser o assunto principal, a criação dele se mostra apenas como consequências de uma série de fatos aleatórios e o objeto em si, acaba perdendo a importância perto dos maravilhosos personagens desenvolvidos na trama.
No começo do filme até rola uma brincadeira dizendo que é baseado em fatos reais, mesmo! A minha grande pergunta em relação a veracidade do filme foi: Onde está Freud? Afinal, ele foi um dos grandes estudiosos que falaram que histeria não existe, certo?
Mas de qualquer jeito, a história se passa na Inglaterra, em mil oitocentos e alguma coisa. O personagem principal, um médico que após se formar acredita que germes existem, que limpeza é importante na medicina, que devemos lavar as mãos e trocar as ataduras dos machucados com frequência para não gangrenar. Enfim, um verdadeiro médico do séc. XXI. O problema é que ele está preso no séc. XIX, e os médicos com renomes nos hospitais acabam por demiti-lo devido ao desperdício de material.
Nessa busca incansável por um lugar para trabalhar em que pudesse cumprir seu juramento como médico e salvar vidas, acaba indo parar no consultório de um médico especializado em histeria. Esse médico tem 2 filhas, uma seria a perfeição inglesa, obediente aos deverias de filha e preparada para o matrimonio escolhido pelo pai. A outra, uma "histérica" que acredita no poder feminino, luta pelo direito ao voto, ao trabalho entre várias outras revoluções. Não acredita em casamento se não for com um igual, e trabalha voluntariamente em um abrigo. Claro que o pai não gosta e faz tudo para acabar com esse "emprego" da filha.
Nota: Para quem não sabe, histeria foi considerado uma doença feminina durante muito tempo. Depois, com Freud e outros pesquisadores, se concluiu que na verdade era simplesmente o desejo sexual feminino reprimido, pois naquela época a mulher não deveria/sentiria prazer sexual.
No consultório, ele aprende a técnica de acalmar as mulheres, que consiste em estimulação com a mão. Mas sendo um médico novo, bonito e etc, logo o consultório está cheio de mulheres, e como ele só consegue agradar com 1 mão, esta acaba desenvolvendo tendinite. Isso quase o fez perder o emprego. E é por isso que sem querer ele acaba desenvolvendo o vibrador.
E com isso o filme aborda temas como direitos femininos, limpeza e ética médica, nos mostra o desenvolvimento de tecnologias como o telefone e a entrada da energia elétrica na vida das pessoas.
O filme é fofo, as cenas de comédias são engraçadas, as de romances são românticas. O protagonista sabe levar mulheres ao orgasmo com uma mão, porém não sabe beijar, afinal era tudo profissional.
Os termos médicos usados no filme também são bem diferentes e até interessantes de saber sobre eles.

Só é uma pena que devido a sinopse e tudo não esteja passando no grande circuito de cinema.
As pessoas ainda tem um certo preconceito sobre ir no cinema assistir um filme sobre como o vibrador surgiu...

obs. o filme é de 2011 e só agora, final de 2012 que chegou aos cinemas brasileiros, e ainda assim em pouquíssimas salas.

8 de dez de 2012

Série: Awake

Essa série só tem 1 temporada, 13 episódios. E não terá mais. Foi cancelada, mas apesar disso ela tem um final bastante interessante para a proposta.
Claro que o final só serviu e foi aceitável porque a série tem apenas 13 episódios. Caso ela tivesse sobrevivido por mais tempo, eu teria odiado a forma relativamente simplista de terminar e solucionar o mistério.
E é possível perceber que, para os roteiristas, produtores e etc, a série tinha potencial de seguir para muitas temporadas, e alguns ganchos, sendo o principal o serial killer que surge logo no começo, se percebe claramente que ele está ali para nos deixar um pouco mais confusos. A história tem potencial porém não tem continuidade. Enfim, faz parte quando se começa a assistir uma série que já está cancelada.
Falando agora da história para você, que ainda não viu a série e não está entendendo metade do que escrevi acima.
A história gira em torno de um policial que sofre um acidente de carro. No carro estava sua mulher e seu filho. E a ideia é que 1 deles não tenha sobrevivido, contudo não sabemos quem. Nosso protagonista passa a viver 2 vidas, uma em que a mulher morreu, onde vive com o filho e etc, e outra que o filho morreu. Para diferenciar esses dois mundos, ele coloca um pulseira vermelha - quando está com a mulher - e verde - quando está com filho, e assim vai vivendo 2 vidas separadas. Uma com um filtro azul da câmera e outra com o filtro vermelho.
Para mim, só o filtro azul já indicava que o filho estava morto, mas ainda tinha minhas dúvidas se a mulher não estava também. Errei, mas não tanto assim.
Para deixar a situação mais intrigante, ele é policial e em cada "vida" tem um caso diferente. Porém pequenos detalhes, nomes e etc de um mundo acabam por ajudar a responder os problemas do outro. Quando eu li essa parte na sinopse, achei que seriam coisas mais subjetivas ou mais diretas. Diferente do que realmente eles fizeram. Tem coincidências meia estúpidas, como o nome do restaurante ser o mesmo que o do estacionamento. Mas apensar disso, essa parte até que funciona bem.
Para mim essa série não fez sucesso pelo simples fato dos personagens não terem profundidade. Tipo, o protagonista não tinha um passado duvidoso, nunca fez nada remotamente antiético. Prefere perder a sanidade do que se distanciar da família. O filho constrói uma moto escondida, ele descobre e dá os parabéns. Engravida a namorada? Chama a namorada para morar na casa, dá todo o suporte do mundo e ajuda. Não que eu tenha alguma coisa contra isso, mas ele era perfeito demais e isso acaba distanciando da "humanidade".
Além disso, faltou manter o mistério. Qual mundo é verdadeiro? Qual é um sonho? Quem morreu no acidente?
Quando eles começaram com as teorias de conspiração, que aliais, só existia no mundo com a mulher, me fez crer ainda mais claramente que aquele era o mundo real. Depois eles perceberam isso, e levaram a conspiração para o outro mundo também.
Mas sei lá. É uma série dessas doidas, que consegue trabalhar muito bem a ideia de como pequenas mudanças na nossa atitude pode afetar enormemente o futuro. Como um detalhe de te transforma no policial condecorado e outro no preso acusado de homicídio. Tudo é possível e ao mesmo tempo é nossa ilusão achar que podemos controlar qualquer coisa.
É uma série bem feita, não posso negar, e apesar de ter faltado algumas informações, por falta de tempo mesmo para fornecê-las, ela ficou bem fechadinha, redondinha.
Se você curte esse tipo de série, vale a pena conferir.

1 de dez de 2012

Livro: Captivated

Autora: Nora Roberts
Título em Português: Cativado

Sempre tive curiosidade para ler Nora Roberts, afinal sempre que entro em uma livraria, o que acontece com alguma frequência, tem um livro novo dela em destaque. Como alguém consegue escrever tanto assim? E vender tanto livro, porque eles não seriam destaque nem traduzidos se não vendessem razoavelmente bem. Além disso, vou fazer uma prova de inglês em breve, e a versão que tem aqui em casa é a original em inglês. Então nada melhor do que praticar lendo, aumentar o vocabulário. Juntando esses dois fatores, acabei passando esse livro na frente da pilha que tenho aqui em casa para ler.
Bom, não me arrependi de lê-lo, porém não pretendo continuar lendo a série - só se tiver realmente sem nada para fazer em algum momento do futuro. Confesso que não vi conflito na história.
Esse livro é o primeiro de uma "série" - são 4 livros, cada um conta a história de um dos primos, de como eles encontraram o amor verdadeiro.
O livro é um romance simples onde o homem - bonito, rico, com um emprego legal, simpático (enfim, todas as características desejadas) - muda para a cidade do interior que a protagonista mora - também linda, simpática e nesse caso Bruxa. Mas tipo, bruxa mesmo, com poderes de ascender lareira, transformar humanos em animais, prender uma pessoa no teto... Os dois se conhecem, se apaixonam e no final ela acaba grávida e ele aceita casar com ela. O grande clímax dessa história? Ele tem medo de relacionamentos porque a mãe o abandonou e ele foi viver com a avó que era uma mulher meia rude. Então ele demora algumas páginas para perceber que ele pode sim amar...
O homem, Nash, cujo emprego é roteirista de filmes de terror, muda para cidade justamente para escrever um roteiro sobre bruxas, e quer usar a Morgana (nome da protagonista) para a sua pesquisa. Ela aceita ajudar, e assim eles se aproximam.
Sendo bem clichê, Nora Roberts escolhe colocar o nome da bruxa de Morgana, e o nome da personagem bruxa do Nash no roteiro de Cassandra. Sério que tem que ter esses nomes para ser bruxa?
Uma coisa que curti é que cada membro da família tem um "poder" mais desenvolvido, o que dará alguma diferença nas próximas histórias, mas que eu duvido que tenha muita coisa diferente.
Enfim, é um livro para passar o tempo, bem clichê e bem óbvio. Um dia leio um outro livro dela para saber se são todos iguais, o que é minha aposta nesse momento.
Quanto a praticar meu inglês, além de perceber algumas estruturas de frase e talz, aprendi nomes de flores. As cenas de sexo do livro ficaram um pouco perdidas para mim, porque esse vocabulário, que curso de inglês vai ensinar né?

24 de nov de 2012

Teatro: Plantão de Notícias

A primeira vez que assisti essa peça foi no dia da grande chuva que alagou a Tijuca aqui no Rio. Lembro perfeitamente porque fiquei parada quase 3 horas na perimetral. A segunda vez foi agora, no dia 12 de novembro de 2012.
Na primeira vez que assisti, o nome da peça era "Lula x Mau - publicitários vs jornalistas" e fui assistir muito feliz com dois aspirantes a jornalistas (eu, na época, era aspirante a publicitária, mas ainda não tinha certeza se queria essa vida ou não). Na segunda vez, uma dos aspirantes a jornalista ganhou os ingressos através do estágio, em um jornal, que está fazendo. Fomos assistir a peça sem saber que seria a mesma que já havíamos assistido antes.
Na primeira vez, imaginei o que iria ver, ri muito com as piadas e erros expostos, adorei o Lula Vieira e fiquei com mais vontade e certeza que queria publicidade. Na segunda vez... enfim, não sabia que era a mesma peça - quando as piadas começavam que eu já tinha visto, não tinha como não falar "eu conheço", mas também não tinha como não rir da interpretação dos... será que posso chamá-los de atores?
Claro, uma peça nunca é igual a outro, e com a diferença de mais de um ano, a peça ganhou um novo comentarista (seria esse um termo mais apropriado?), alguns erros foram acrescentados, outros eliminados.
Agora a peça conta com o patrocínio da Coca Cola Zero, que fica bem evidente no cenário. E para aquele nível de exposição que estão tendo, imagino que a marca esteja realmente bancando tudo do programa.
Mas falando um pouco da peça em si, a ideia é simplesmente ter uma quase conversa com os espectadores contando e mostrando alguns dos erros mais engraçados que jornalistas, publicitários, apresentadores e qualquer profissional da comunicação já cometeu, inclusive eles mesmos, afinal o Maurício Menezes, o Lula Viera, o Hélio Jr. e o Edilson Silva são profissionais da área, cada um com sua especialidade e trabalho e como qualquer humano, já cometeram erros no exercício de suas profissões.
Alguns erros são descritos por eles, outros são mostrados na tela que tem no palco ou, quando aconteceram no rádio, simplesmente é passado o áudio.
A peça é bem interessante, e de fato parece bastante com uma conversa onde só um lado fala - as pessoas que estão no palco. É bastante evidente que os próprios profissionais que estão nos apresentando os erros estão se divertindo o fazendo.
O tempo voou e não acreditei quando o Maurício avisou que já era hora para o último caso porque já estava tarde.
Não me arrependi de ter ido na peça, de novo. E acho que todo mundo que estuda ou estudou comunicação vai se divertir. Afinal de contas, é melhor assumir o erro, aprender com ele e rir no final.
Obs1. Eles tem um site próprio. Se te interessar em conhecer os casos mesmo sem ir na peça, e tem uns extras, afinal a peça tem limite de tempo, no site, não.

Obs2. Lula Vieria, você é um fofo e trabalha com o Marketing da Ediouro, uma editora que gosto muito. Estou procurando estágio, se você tiver interesse!...

17 de nov de 2012

Série: Men at Work

Confesso que quando vi essa série no site não dei nada por ela. E até um colega me falar que era boa e valia a pena, não tinha o menor interesse de assisti-la.
Mas ela é uma Sitcom, eu estou em um clima comédias, queria alguma coisa que me fizesse rir. Além disso, a primeira temporada só tem 10 episódios até agora (mas podem ficar felizes como eu estou que a série já foi renovada e virão mais 10 ano que vem!).
A verdade é que estou muito feliz de ter visto essa série. Ri tanto e tão alto que até meu avô entrou no quarto para saber do que eu estava rindo. E olha que eu não sou de rir sozinha... mas a série torna impossível ficar quieta. As piadas são inteligentes, masculinas sem ser machistas. O ato sexual faz parte de várias das piadas, mas não de uma forma apelativa. Os 4 protagonistas sem completam criando uma dinâmica bem perto da perfeição.

Confesso que tentei encaixa-los nos clichês tradicionais masculinos, para dizer o personagem tal e tal coisa, mas não consegui. Não que não tenha um pouco de lugar comum nas situação que são mostradas na série, mas todos os personagens acabam quebrando os paradigmas em algum momento e com isso mudando nossa forma de enxergá-los.
Falando um pouco sobre a história, gira em torno de 4 amigos que são colegas de trabalho também. Pelo que parece, se conheceram na redação da revista (masculina) que eles trabalham. Temos o fotógrafo, o jornalista que faz as grandes matérias para revista, o quero ser jornalista, mas no momento só escrevo coisas pequenas e o outro parece ser contador ou algo do gênero. Não fica muito claro o que ele faz, só 1 episódio que sabemos que ele é um cara dos números, gráficos e planilhas.
Mas a ocupação deles é quase secundária, e em nenhum momento eu observei uma hierarquia entre eles. A série começa quando o "quero ser jornalista" - chamado de Milo, é largado pela namorada de quase 5 anos. Os colegas resolvem levá-lo para sair e esquecer da moça. Tyler - o jornalista, e Gibbs - o fotógrafo, também são solteiros e bastante galinhas. Já o Neal - homem dos números, namora a filha do dono da revista (que é bonita demais para ele, mas o casal super convence. E as piadas em cima disso - a diferença de beleza, não o fato dele namorar a filha do dono - são algumas das mais engraçadas).
Toda a temporada é para fazer o Milo esquecer a ex namorada, que claro, volta no último episódio para gerar uma conclusão a temporada - o que foi muito bem feito para ser honesta.
Bom, acho que já deu para perceber que eu realmente adorei a série e recomendo para todo mundo que quer dar uma boas risadas. A história pode não parecer muito, mas está muito bem construída e merece dá uma conferida.

E olha essa abertura da série que fizeram, meio que homenageando todas as profissões masculinas...

10 de nov de 2012

Filme: Good Bye Lennin (Adeus Lênin)

Eu estou estudando alemão e preciso de ter contato com o idioma fora da sala de aula. Por isso resolvi correr atrás de um filmes do país para ouvir mais a língua. Surpreendentemente, consegui entender alguma coisa do que estavam falando. Reconheci algumas palavras e estruturas de frases. Mas claro que sem a legenda e a sinopse não teria entendido nada.
Enfim, o filme era para ser uma comédia - por isso resolvi começar por ele. Mas ou ele não é tão comédia assim, ou eu não entendi direito as piadas, o que é bem provável.
O filme se passa na Alemanha oriental já no final da guerra fria e mostra justamente a queda do muro de Berlin e como isso afetou as pessoas, além daquela primeira euforia e distribuição de dinheiro.
O enredo gira em torno de uma família, cujo pai fugiu da Alemanha socialista e deixou a mãe com 2 crianças - um menino e uma menina.
A mãe, desiludida com a decisão do marido, resolve ser a mulher propaganda do Socialismo. Até que vésperas da revolução, sofre uma parada cardíaca e entra em coma. Um coma que durou 8 meses, e nesse meio tempo, o muro caiu, a Alemanha se uniu (de novo), o governo mudou, as grandes corporação multinacionais entraram de vez no país e fizeram sua marcha ao leste.
Quando a mãe volta ela ainda está frágil, e o médico aconselha que ela não tenha nenhuma forte emoção. Então o filho, que é basicamente o filho perfeito, resolve que a mãe não vai saber o que aconteceu politicamente no país, e com isso recria o quarto da mãe como era antes do coma e tenta mantê-la lá, com jornais velhos e etc. Mas claro que a medida que a mãe começa a melhorar, ela começa a querer ver TV. Então, o filho começa a recriar as notícias de forma a explicar as mudanças que estão acontecendo e ele não pode esconder da mãe.
Chega um momento que ele dá um jeito de a Coca Cola - o maior simbolo do capitalismo - ser reinterpretada como socialista. ( A fórmula teria sido inventada no lado socialista alemão e foi roubada pelo capitalismo. O Governo socialista fez uma requisição para que a Coca volte a sua origem).
O filme todo mostra como uma família socialista gostaria que tivesse acontecido a abertura alemã, assim como a forma que realmente aconteceu. O conflito, medo e censura aparecem de forma sutil. O filme é muito bem construído.
É um filme interessante, mas um pouco cansativo. Afinal tem quase 2 horas.Além disso, assisti tentando encontrar e entender as palavras ditas o que acaba cansando mais ainda.
E a verdade é que já não sei mais ver um filme sem entender o que está sendo falado. É estranho para mim.

3 de nov de 2012

Livro: Feios

Sim, o nome do livro é Feios. Soube sobre ele no Clube do Livro da Saraiva, que tento ir sempre que posso. (Atualmente, o horário do Alemão bate com o do Clube, que costuma a ser nos sábados a tarde, e por isso não tenho conseguido ir). Outra coisa legal sobre o livro é que eu consegui ele através de uma troca no Skoob, com uma menina de Santa Catarina. Uma fofa!
Mas vamos falar da história.
Como uma grande parte dos livros discutidos no Clube do Livro, é em uma sociedade distópica, ou seja, um futuro distante, um governo de certa forma opressor, uma menina que pensa um pouco diferente da maioria e um grupo de 'revoltados' querendo voltar ao que era antes. (Antes do que é sempre complicado de descobrir)
Para explicar como chegamos a isso, nesse livro ocorreu uma crise do petróleo - uma bactéria que transformava o petróleo e derivados em substancias altamente inflamáveis - o que gerou em um crise da nossa sociedade como ela é. Assim, fomos obrigados a criar cidades isoladas e auto-sustentáveis - não fica claro qual a fonte de energia utilizada.
A questão é que para manter a sociedade quieta lá dentro e em igualdade, aos 16 anos todos passam por uma  gigante cirurgia plástica, onde a gordura é eliminada de seu corpo e substituída por algo melhor, seus ossos são quebrados e reformulados, seus olhos são aumentados, você se torna completamente simétrico - enfim, aos 16 anos todos ficam perfeitos. O visual é feito de forma a você parecer vulnerável e forte ao mesmo tempo. Qualquer pessoa que olhe para você fica encantando e tem o instinto de te proteger.
E o engraçado é que a protagonista da história não vê a hora de se tornar perfeita. Mas é claro que muda de ideia no meio de caminho, e depois muda de novo... enfim, adolescente é assim mesmo.
Todas as crianças, que são normais como são hoje em dia, até chegarem aos 16 anos, são chamadas de feias, porque afinal né, comparado...
Mas acontece um pequeno problema, e ela é enviada para o meio do floresta para viver como feia até denunciar as pessoas que preferem não passar pela cirurgia. E nesse acampamento que ela descobre que a cirurgia faz mais que modificar a aparência das pessoas. Ela as deixam calmas, modificam suas personalidades também. (teoria da conspiração master - o governo dominando o mundo). Meio que "A gente te deixa perfeito, mas você jamais vai reclamar de qualquer coisa". E até então tem funcionado bem. Quando todos são perfeitos, não existe conflito. Não existe discriminação. E considerando que o governo fornece tudo - comida, casa, roupa - não existe diferenças sociais.
Para ser sincera, não vi o motivo da revolta da protagonista. Acho que é um pouco pela invasão do governo mexer no seu cérebro sem te avisar, mas não sei se eu me revoltaria. Aliais ela é uma menina bastante interessante. Em alguns momentos, burra que só. Me pergunto como ela conseguiu não ver aquilo acontecendo. E em outros, surpreendentemente inteligente. Ou seja, uma típica adolescente de 16 anos.
Não achei nada tão apelativo na história que me faça querer comprar as continuações urgentemente. Mas quero saber o final sim.
O livro é bastante previsível, mas isso não diminui a discussão inteligente dentro dele.
O que é a perfeição, o que é beleza, até que ponto uma cidade pode ser realmente sustentável, a poluição ambiental, como a nossa sociedade atual é frágil, como a escola influencia o pensamento das pessoas, como é possível, se é que é possível, diferenciar o comportamento intrínseco de cada um com o comportamento adquirido através sociedade.
Enfim, é um livro que vale a pena dá um lida e pensar um pouco sobre a nossa sociedade e a ditadura da beleza.

27 de out de 2012

Livro: Estilhaça-me

X-Men encontra Jogos Vorazes.
Descobri sobre ele quando a autora veio ao Brasil, esse ano, e iria autografar livros. Por imprevistos do destino, não pude comparecer. Mas tinha lido a sinopse do livro e de cara falei para minha amiga: "ah, é a história da vampira (dos X-Men). Eu gosto dela." Como me emprestaram o livro, não tinha porque não ler.
A parte "jogos vorazes" do livro se dá pelo fato de se passar em um futuro meio distante, com um governo autoritário que controla a comida e alimentação da população em nome de uma ordem maior - da sobrevivência humana - uma vez que nossos recursos biológicos estão acabando (a crise ambiental deixou de ser uma crise e virou uma realidade). Essa parte de usar a crise ambiental como plataforma para uma reforma autoritarista do governo poderia ter sido melhor explorada, mas como esse é o primeiro livro da série, uma introdução a história, ainda tenho esperança que ela usará essa ideia melhor.
A história não tem nada de muito novo. Não me surpreendeu nem para melhor, nem para a pior. É o que eu esperava quando li a sinopse. A história da Vampira adolescente, que acabou sendo abandonada pelos pais após um acidente que acabou por matar uma criança e foi parar em uma instituição "penitenciária". (ela ficou presa, por mais de 1 ano, em uma cela minuscula, com uma janela pequena. Comida só de vez em quando, e nada muito boa. Banheiro só 1 vez por dia também, e claro, sem nenhum contato humano).
Como toda a história adolescente atual, tem que ter 2 gatinhos, e eles, claro, são as únicas pessoas que podem tocar nela sem nenhum efeito colateral - que sorte para ela, porém enfraqueceu a história. Espero sinceramente que a razão para eles poderem tocar nela seja de alguma forma interessante. Fiquei com a impressão que seria algo relacionado com a mãe deles, uma vez que nenhum deles tem mãe e os dois possuem pais abusivos. Ainda acho que eles podem ser irmãos.
Apesar de que um deles é o filho do ditador 'malvado' e atualmente governa um "setor" (separaram as regiões habitáveis do mundo em setores, depois que a poluição tornou a maioria do planeta inabitável) e o outro foi um 'amigo' de infância da protagonista que sempre quis saber o paradeiro dela e sempre gostou dela desde a infância. (achei estranho isso. Pessoa obcecada. Foi até para o manicômio encontrar com ela e deu um jeito de tirar ela de lá.)
Nesse livro ainda não fica explicado o poder dela exatamente. Só se sabe que quando ela toca uma pessoa, a humanidade da mesma passa para ela, e ela sente prazer com isso. E só ela pode romper o contato. Ainda não ficou claro o que ela ganha com o toque, além do êxtase da hora. E ainda não se sabe se ela absorve os poderes de outros como ela, porque ela ainda NÃO TOCOU ninguém com poder. Ahh, ela ainda tem uma força absurda, que surge quando ela mais precisa. Força o suficiente para quebrar concreto, abrir metal duplo reforçado e enferrujado.
Nada ficou muito explicado nesse livro para ser sincero. Ele é bastante introdutório, e só. Ele nos apresenta uma protagonista que tem sérios problemas em se aceitar como diferente e aprender a viver desse jeito. De certa forma, ela escolheu não lutar e deixar os outros fazerem dela o que quiserem. Mas quando chamam ela pra luta, e mostram que de alguma forma ela pode ser "boa", ela levanta e enfrenta os problemas. Quando ela descobre o "amor do primeiro livro", ela faz tudo por ele. Em muito momentos, ela defende ele. Ela luta por aquilo que ela acredita. Ela só não acredita em si ainda.
Uma coisa que não gostei do livro, e por isso gostaria da versão em inglês para ler o original, foi o tipo de escrita. O português usado são sempre em frases simples, diretas. Quase sem adjetivos e com muitas repetições. É um estilo de escrita que eu, particularmente, não gosto. Mas conheço pessoas que gostam e só escrevem dessa mesma forma. Prefiro frases maiores, com mais detalhes e menos repetições. Ela tem a mania ainda de escrever e para mostrar que não deveria ter sido escrito, que seria um pensamento dela, faz isso. Mas sejamos sinceros, um pouco até tudo bem, mas é muito e fica cansativo. No meio do livro, eu já ignorava o que estava riscado. Isso quando ela não escrevia a mesma coisa mesma coisa mesma coisa mesma coisa uma 3 vezes e riscava pra dá enfase. Existem formas mais interessantes de dá destaque a um pensamento.
Para finalizar, quero ler o livro original e vou ver se leio todos em inglês. É a história da vampira, e se você gosta dela, mas não é fã de conhecer todas as histórias do quadrinho, tem grandes chances de você gostar do livro. Mas já vai sabendo, é uma outra versão, agora na forma de livro, de X-Men.

20 de out de 2012

Série: NCIS LA

Já falei aqui sobre NCIS, a original, que se passa em Washington. Há 4 anos mais ou menos, eles resolveram fazer um spin off, montando uma equipe em Los Angeles.
Para apresentar os personagens, foi feito um primeiro episódio, indicando inclusive que Callen, o protagonista da série em LA teria um passado com o Gibs, protagonista da série original. Essa história nunca seguiu adiante. Aliais, daquele episódio de NCIS original, não veio quase nada para essa série. Inclusive a ex-chefe da equipe sumiu, aparece morta depois na série de Washington e a equipe de Callen nem aparece para ajudar. Meio estranho...
Na primeira temporada de NCIS LA existe ainda alguma ligações entre as séries, sendo a principal a presença do diretor da agência, que fez essa ligação muito bem. Além de um episódio que a minha querida Abby vem a Califórnia para ajudar a desvendar um caso. E confesso que só por essas ligações assisti a primeira temporada inteira. Achei bem chatinha. Até que apareceu um personagem que de primeira já chamou minha atenção, meu querido policial Deeks. Ele aparece na primeira temporada, existem alguns furos gigantes depois disso, e ele volta na segunda temporada. E volta para ficar.
Falo que tem um furo gigante na presença dele da primeira temporada porque ele fala que não poderia continuar ajudando na equipe do NCIS porque teria que ir disfarçado em algum caso. Mas o engraçado é o pessoal do NCIS chamando ele para pedir o suporte da LAPD (polícia de Los Angeles) em alguns casos que, como sempre, terão tiros, muitos tiros.
Outra coisa que não curti muito dessa série é o fato de eles não usarem nada de análise forense para resolver os casos. Mas nada mesmo. Vários casos poderia sem bastante simples se fosse feito um simples teste de DNA, ou uma análise sanguínea. (como na primeira temporada, quando sequestram o Dom, que o carro está cheio de sangue, e de cara já assumem que era do agente. Só depois quando existe a opção que não seja ele que resolveram enviar o sangue para análise.) E quando você procurar qualquer sinopse dessa série, vai dizer que além do trabalho infiltrado, eles usam a tecnologia para desvendar os casos. Me desculpe, mas eles são patrocinados pela Microsoft. O tablet que eles usam é o da Microsoft. Eles fazem pesquisa no Bing. Eles conversam por msn. Eles usam os programas de edição de fotos do Windows. Me desculpe, mas isso não é ser altamente tecnológico. O tablet falha nos momentos principais, como na apresentação para o público.
A série só passou mesmo a me interessar a partir da segunda temporada, com a presença do Deeks e o casal Deeks e Kensy. Eles são tão fofos! Meu casal favorito da televisão nesse momento, sem dúvidas. Quando o episódio já começa indicando que será sobre eles, já sei que vou adorar. O que eles estão disfarçados de um casal, desvendando a vizinhança por espiões russos é um dos episódios mais clichês, mais fofos e absolutamente meu favorito.
Quanto a Callen, o protagonista da série, tem um mistério meio estranho, que não faz muito meu tipo. O primeiro nome dele é apenas G e meio que ninguém sabe de onde vem o G. Na primeira temporada, tem um cena com a Hetty, me me faz pensar que ele sabe sim, só não gosta do significado, mas depois eles de fato mostram que ele não sabe, e sua maior vontade é descobrir sua família. Como todo o bom policial, ele tem uma história de vida bastante disfuncional. Sua mãe foi morta quando ele tinha 5 anos e desde então ele viveu em orfanatos. Passou por 37 casas, nunca ficando mais de 3 meses no mesmo lugar. Tudo o que ele quer é descobrir quem é a família dele, de onde ele veio. Sobre a mãe a série já falou um pouco, era agente da CIA e talz. O pai, ainda não sabemos nada. Ele faz umas escolhas de vida meio sem noção, mas faz parte. Às vezes tenho a impressão que o roteiristas querem colocar uma profundidade em um personagem que não tem.
A parceiro dele é o Sam, ex-SEAL (unidade de elite da marinha americana, responsável por resgatar reféns de países em guerra - entrando e saindo do país sem ser notado). Ele tem uma família que nós ainda não fomos apresentados. Tem 2 filhos. A garotinha já apareceu uma vez, mas a mulher e o outro filho não. E mesmo com mulher e filhos ele consegue nunca criar uma rotina (ficaria fácil para os bandidos "pegarem" ou atacarem ele caso ele fizesse). Mas ele é tão bom em compartimentar coisas, que a família dele nunca entrou em perigo. Sam é o suporte de Callen. Age como o pai, o protetor da equipe, mas não é o líder.
Outra personagem que gosto muito é a Hetty, interpretada pela Linda Hunt. Ela é a mesma que inspirou a estilista da animação "Os Incríveis", e mesmo depois de 3 temporadas vendo ela como Hetty, não consigo não ver ela como a personagem dos Incríveis. Mas enfim, ela foi uma agente de renome em sua época, e hoje é chefe de operações do escritório de Los Angeles. Confesso que na primeira temporada tive a impressão que ela seria a estilista deles, afinal para você montar um personagem que entrará infiltrado em organizações criminosas, é bom você estar com a roupa adequada. Mas logo viram que ela podia ser mais, e deram um upgrade na personagem - o que foi bem legal. Ela é a lenda do NCIS LA, assim como Gibbs é a lenda do NCIS. Gostaria de ver um episódio com os 2...
Uma coisa que não gosto dessa série é o fato deles dividirem os parceiros mesmo. Tipo, Callen é o parceiro de Sam, e Deeks de Kensy. No NCIS eles são um time, comandado pelo Gibs, e todos trabalham com todos. Aqui não, você tem seu parceiro, e quase nunca trabalha com o outro. Isso tira a ideia de eles serem uma unidade e cria um certo individualismo que não deveria existir. Mas eles tinha que criar sua própria identidade.
Uma coisa que me assustou nessa série foi a capacidade deles falarem línguas estrangeiras. E falarem como fluentes. Como assim? Quem consegue falar todas aqueles línguas fluentemente?
E outra coisa estranha é o cross over com Hawaii Five-0. Porque eles fizeram aquilo? Eu desisti de Hawaii five-0 porque achei muito estranho aquilo lá, soluções meio bizarras, e de repente eles estão no mesmo mundo. Como assim?Assisti o episódio de NCIS LA, mas não assisti o de Hawaii. A verdade é que os personagens da outra série ficam em segundo plano, com piadas que os fans de apenas 1 das séries não entendem.
Enfim, é uma série que vale a pena para ver meu casal favorito, e o casal fofo de nerds (que sempre tem que ter, sempre são fofos, e nesse caso falta destaque para eles). O psicólogo, Nate, também podia ter sido bem melhor explorado, mas infelizmente não souberam fazer isso, e agora ele só aparece em poucos episódios.

13 de out de 2012

Livro: Anjo da Morte

Esse é o terceiro livro da coleção dos "Karas" escrito pelo autor brasileiro Pedro Bandeira.
O livro é bem didático, e como tal costuma ser usado como livro obrigatório no colégio. Foi assim que conheci pela primeira vez esse grupo fantástico de crianças, que se denominam Karas - Calú, Magri, Crânio, Chumbinho e Miguel. Li o primeiro livro, Droga da Obediência, quando tinha 11 anos, na quinta série fundamental. O livro é tão memorável, que até hoje lembro da história com bastante perfeição. Mas acho que perdeu um pouco a graça porque era livro obrigatório, e talvez por isso nunca tenha corrido muito atrás da continuação - até porque os livros são bastante independentes.
Até que um dia recentemente, encontrei em na barraquinha que fica na faculdade de letras da UFRJ o livro super baratinho (usado, mas em perfeito estado). Não resisti e comprei.
Como todo o livro para ser usado na escola, ainda veio com aquelas perguntas de interpretação de texto...

Anjo da Morte fala sobre uma conspiração nazista para dominar a América Latina e restabelecer o IV Reich. Como em toda a boa história, temos que ter um vilão bem estabelecido. E como Hitler já é considerado o maior vilão de todos os tempos, isso acabou sendo mantido.
A realidade dos campos de concentração chegam através da história do professor de teatro do Calu, um sobrevivente que viveu refugiado no Brasil, e o assassinato dele que gera o envolvimento dos Karas na investigação policial.
A história é bastante surreal, e o final não me convenceu muito. Não fez sentido ele matar o amigo só para não ter sua identidade revelada. O professor provavelmente guardaria o segredo, porque não? Mas isso é muito provável a ser pelo fato de eu já ter passado da idade de ler esses livros, e como gosto bastante de series policiais acabo vendo alguns erros.
Outra coisa é que o Nazismo é simplificado como Mau. Os nazista são maus. Mas ao mesmo tempo, o lar da juventude brasileira (instituição de caridade criada pelo Anjo da Morte) tirava as crianças da rua, dava casa, comida e um treinamento. Pode não ser a melhor profissão do mundo, mas era uma profissão. No final, com a organização desfeita, essas crianças ficaram sem amparo mais uma vez.
É... talvez a complexidade entre o bem e mau esteja no entre linhas. É claro que não existem desculpas para os campos de concentração durante a 2ª Guerra Mundial, mas era uma guerra, e muitas coisas ruins aconteceram. E não adianta colocar a culpa todos nos alemães. A história é escrita pelos vencedores.

Enfim, esse livro é o 3º livro dos Karas. Me parece ter sido escrito pensando em ser trabalhado em sala de aula. Só de escrever aqui sobre ele várias coisas que não me ocorreram antes sobre o livro vão aparecendo.

Mas uma coisa gostaria de deixar claro: Desde que li o primeiro livro, Droga da Obediência, lá com os meus 11 anos, sempre achei que eles deveriam virar uma série a la Sítio do pica pau amarelo.
Esses livros pedem uma adaptação audiovisual bem feita.
A história é super bem feita, os personagens são simpáticos. A receita para um seriado de sucesso tá ai. - para um público infanto juvenil, claro!...

Como comprei o livro no sebo/barraquinha a capa foi essa -->

Mas que capa feia. Quem foi o editor que deixou isso acontecer?
Alguém sabe me explicar o significado dela?

8 de out de 2012

Aleatório: Mesária nas Eleições

Para quem não sabe, fui convocada para ser mesária nessas eleições. E como qualquer pessoa forçada a fazer alguma coisa, não estava feliz com isso. Quando recebi a carta de intimação, fui pensando em qual desculpa daria no TRE para me livrar dessa, mas chegando lá a responsável nem me deixou falar.
Sai de lá pensando: "não vou! não vou e pronto! o que eles podem fazer?"
Me falaram que eles podem me prender, mas não sei se é verdade ou se era só o meu irmão usando o terror psicológico para manter sua posição social na família de irmão mais velho. (falei bonito agora!)
Enfim, chegou o domingo, dia 7 de outubro, dia das eleições municipais no Brasil, e resolvi ir por 2 motivos: o primeiro é que pensei nas outras pessoas que estariam na mesa e na sessão e seriam prejudicados pelo meu não comparecimento e outra porque o colégio eleitoral é bem perto da minha casa, não tinha planos para o domingo e não me custava nada ir.
E para ser sincera não foi tão ruim quanto eu imaginava. Na verdade, acho sinceramente que todo mundo deveria ser mesário pelo menos 1 vez. É uma experiencia que faz parte de ser brasileiro.
Primeiro que não cheguei lá com raiva nem nada do gênero. Fui cansada por ter que acordar às 6:30 da manhã no domingo - tem que chegar lá às 7 hrs para montar a mesa e tudo - a votação mesmo só começa às 8 hrs. Mas eu estava com um relativo bom humor para uma manhã. Ainda fez um sol lindo, e dias de sol como aquele não é possível ficar mal humorada andando na rua.
O presidente da mesa que eu estava sabia muito pouco, porque era a primeira vez que participava de eleições. O "treinamento" oferecido pelo TRE obviamente não era o suficiente, e faltava fiscais para orientação. Mas dividimos a sala do colégio estadual com uma outra sessão, que tinha uma presidente que sabia mais e foi super solicita quando perguntamos o que deveríamos fazer.
Uma vez com tudo montado, começou a votação.
Assim que abre a votação tem uma meia dúzia de pessoas que querem se livrar logo disso, mas em menos de meia hora revolvemos essas pessoas e dai ficamos atendendo 1 pessoa a cada 10 minutos.
Foi nesse ritmo tranquilo até umas 11hrs. De 11 da manhã até 13:30 é o horário de pico. Não chegou a fazer uma fila na sessão, mas quem chegava tinha que esperar um pouquinho. Na verdade, o horário de pico significou a gente atendendo sem parar - por isso, nas próximas eleições, procure não votar nesse horário.
Depois disso, o fluxo de pessoas voltou a ser bastante tranquilo. Pelas 15:30 deu um outro pico de pessoas, mas menos que o de meio dia. E no final o dia foi tranquilo.
Na hora de realizar os procedimentos de desmontar a sessão, guardar a urna e etc que o problema voltou. Ninguém sabia direito o que fazer, como fazer. E de novo, não havia ninguém do TRE para auxiliar direito. Todo mundo já estava cansado e com um pouco mau humorado. A situação foi meia tensa, mas realmente espero que não tenha havido problema.
Tudo o que eu falei até agora foram as coisas normais de um dia como mesário. Mas você deve ter pensado que em algum momento nos foi oferecido uma água? Um café para gente ficar acordado? E o almoço? Uma barrinha de cereal como lanche de manhã e de tarde pelo menos? Nada disso. E para piorar, o sol que deixou minha manhã tão feliz, só fez esquentar durante o dia. A sala que estava minha sessão, que é normalmente o refeitório do colégio municipal, foi esquentando ao ponto de ficar quase insuportável. Os ventiladores que existiam não davam vazão, e o pouco ar que sopravam era quente. Em um momento da manhã foi oferecido um café na garrafa térmica que tava mais doce que melado. E UMA vez a tarde nos foi oferecido água.
Para o almoço, lembrando que foi na 'hora do pico', nos revezamos saindo. O TRE nos dá um vale alimentação no valor de R$21,00, porém não existe nada muito perto do colégio eleitoral para você comprar qualquer coisa!! Ainda mais tentando almoçar o mais rápido possível para que a outra pessoa possa sair pra almoçar também e não deixar ninguém sobrecarregado na mesa.
Como já disse que era bem perto da minha casa, vim almoçar em casa e levei uma garrafa de água que estava gelada quando eu sai de casa, mas lá, rapidinho ficou quente.
As pessoas com quem eu trabalhei eram muito simpáticas, o que facilitou bem o trabalho. Até comentei como no final do dia eu sentia que já conhecia as meninas a anos depois de tudo o que vivemos durante o dia.
Mas sinceramente, se não fosse o calor e a falta de respeito do TRE para/com as pessoas eu até me voluntariaria para participar de novo.
No final, cheguei em casa morta e sonhei que estava recepcionando as pessoas, pegando o título de eleitor, encaminhando para a cabine etc...


Obs. Pessoas, não deixem de levar seu título. Ele não serve para muita coisa, mas ficar procurando se o nome da pessoa está em cada sessão é um inferno. E acredite, depois de 2 anos, você não lembra o numero da sessão, e sim, eles podem mudar a sala de lugar. É a única coisa que o título serve, você saber onde deve ir para votar.

6 de out de 2012

Livro: O Inverno das Fadas

Se eu tivesse que resumir esse livro em uma frase eu diria: Uma ideia genial que foi mal trabalhada.
Descobri esse livro muito por acaso rodando a sessão infanto-juvenil da livraria (sim, gosto de passear por lá, é tão colorido! E de vez em quando tem coisas bem interessantes).
A capa do livro já é bem bonita e chama atenção. Um livro sobre fadas. Depois de vampiros, lobisomens, bruxos... porque não fadas? Dai fui ler a sinopse para saber como as fadas entravam na brincadeira.
A ideia, que eu achei genial e fiquei louca para ler o livro, é a seguinte: Existe uma explicação para os grandes artistas (escritores, músicos, poetas, pintores e etc) que fazem muito sucesso porém morrem cedo. A fonte de inspiração deles é na verdade uma fada, porém essa espécie de fada não é madrinha, pelo contrário. Em troca da fama e dinheiro - a inspiração que torna a sua arte uma obra prima -, ela leva a sua alma. E seja com drogas ou se suicidando, o artista morre cedo, sem muito tempo para aproveitar. O ser espiritual não faz por mal. Ela depende dessa energia criativa do artista para sobreviver.
A quantidade de pessoal geniais que morreram cedo, normalmente com 27 anos, torna totalmente crível a história. Ninguém sabe ao certo porque essas pessoas se matam com drogas quando aparentemente tem tudo que sempre quiseram.
Mas o livro é bem estranho. Para começar, no início dos capítulos temos uma frase de uma música em inglês. Algumas tem até relação com o capítulo que vem a seguir, outras não. Por causa disso, fui ver quem era a autora, e descobri que faz parte dessa nova geração de autores brasileiros. Carolina Munhós é uma paulista um pouco mais nova do que eu. Pensando agora, acho que a música era a que ela estava ouvindo quando escreveu o capítulo.
Pelo texto, percebemos claramente que ela é fã de Harry Potter (sério, o nome do concurso que o protagonista vai participar é Belatrix Potter); de Brumas de Avalon - as fadas se referem a uma Deusa e fazem os respectivos rituais pagãs. No livro, faltou identidade. É uma mistura desses dois estilos de escrita, sem nada muito novo, sem grandes variações. Não sei com que idade a Marion Z. Bradley morreu, mas como já se foi, ela poderia ter sido influenciada por essa entidade do além, mas cara, a JK Rowling está viva. Ela não tinha que ter citada, nem deveria aparecer nesse livro. Harry Potter não foi inspirado por uma fada que suga a sua alma. Ela estando ali quebra a dúvida...
Não sei quanto a vocês, mas eu gosto de pensar que existe magia no mundo, só que infelizmente eu não sou um ser mágico. Harry é genial porque todo o mundo bruxo está "escondido" de nós, logo Hogwarts pode sim existir. E eu acreditei nesse mundo mágico durante muito tempo e só me convenci que ele não existia mesmo quando pensei nas criaturas mágicas (os bruxos não tem como escondê-las de nós). A ideia que Carolina teve era para me fazer acreditar que esse tipo de fada existe sim, infelizmente a quantidade de referencias a outros livros que eu conheço bastante bem, torna isso impossível.
O livro é escrito em 3ª pessoa, e nós leitores temos todas as informações o tempo todo. Não existe suspense. Logo na primeira metade do livro pensei em como seria genial se o livro fosse escrito pelo William  - autor que é influenciado pela fada Sophia - em 1ª pessoa. A visão dele, como ele conheceu a fada, como ela o inspirou e mudou a vida. Aos poucos ele ir descobrindo quem ela é, e consequentemente o futuro, ou a falta dele. Não vi nada de diferente nele que explicasse porque ele não deveria morrer, logo pra mim ele morreria antes de finalizar o livro e o último capitulo seria escrito pela fada Sophia, contando a versão dela e como ela não tem culpa de ser quem ela é e fazendo pequenas referencias a outros artistas que morreram cedo, no auge da carreira.
Isso foi uma outra coisa que não gostei nesse livro. Tudo bem que para justificar o livro era necessário que acontecesse uma exceção a regra, mas não vi o motivo do William ser. Sabia que ele não morreria, por ser bem óbvio mesmo e que de alguma forma eles iam ficar juntos no final, mas que eu tava torcendo para ele morrer eu tava. Não vi nele a exceção mesmo. Ele é um cara completamente sem graça e sem motivo de ser.
O livro se passa na Inglaterra, outra coisa que não entendi bem. Tudo bem que ela é fã de Harry e Brumas, mas ela não conseguia colocar a história aqui no Brasil? Se ela precisava de inverno com neve, vai para o sul. A gente tem magia aqui também!
Finalizando, o livro é uma ideia genial, que poderia ser para um público menos juvenil se ela esquecesse um pouco as referencias e criar seu próprio estilo, sua identidade e acima de tudo, sua mitologia.

29 de set de 2012

Série: Beaver Falls

A sinopse dessa série não chama atenção: 3 meninos ingleses, que resolveram aproveitar as férias de verão indo para os EUA trabalhar em uma acampamento de verão, achando que lá seria só mulher bonita e festa. Mas acabaram responsável pelas crianças não populares e as coisas não acontece como planejado.
Parece mais um filme sessão da tarde, sem nada de especial e sem chance de futuro.
A falta do que fazer e o fato de serem apenas 2 temporadas, cada uma com 6 episódios me compeliram a dar uma chance. Não me arrependi. É uma série muito bem trabalhada. Os clichês estão ali, mas isso não é toda a série.
Para começar temos a personalidade única de cada um dos três amigos. Finn, o gostosão que pega todas as mulheres, A-Rab com o biotipo meio muçulmano que faz com que seja barrado no aeroporto e etc, e o fofo do Barry, nerd, virgem na primeira temporada, drogado até o último fio de cabelo e o mais engraçado. São 3 pessoas bastante diferentes, que são amigos desde sempre e estão tirando as férias para aproveitar o tempo juntos. A relação entre eles é bastante interessante de acompanhar, ainda mais com o fato de serem ingleses se acostumando com a forma de viver americana.
Para gerar o tom dramático da série, Finn, o personagem principal sofre de uma doença terminal sem cura, Os amigos estão ali para dar suporte e o ajudar a passar por isso.
Mas nenhuma série se sustenta apenas com os protagonista, e para isso temos a loira linda que namora o gostosão do acampamento. Barry é apaixonada por ela. (claro, mais um clichê e obvio que você sabe onde isso vai dar).
Temos a Rachel, uma mulher adulta, religiosa, também virgem na primeira temporada, conselheira do acampamento, interesse amoroso do A-Rab, mas que dorme com o Finn. Essas coisas acontecem...
Quanto ao Finn, obviamente pega o acampamento inteiro. Suas palavras são: "quero criar o máximo de memórias molhadas para quando eu não tiver mais condições de fazê-la". Ele fica inclusive a mulher do dono do local, uma mulher com seus 40 anos, linda.
O Dono do acampamento, Bobby, tenta controlar o acampamento, mas não tem nem controle de si mesmo. Ex-jogador de futebol, estrela do colégio e do acampamento, casou com a ex-cheerleader, e já passou da data de validade. Gosta de ser dono do acampamento para poder reviver, mesmo que de longe, seus tempos áureos.

Para finalizar, Beaver Falls é uma série de clichês, bem colocados juntos que funciona. Não é a série mais genial do mundo, e apesar do acampamento teoricamente se passar na California, vi que eles gravaram na África do Sul. (é produzido por um canal inglês).
É uma série fofa que tem debates bastante interessantes por baixo de todos os clichês.

23 de set de 2012

Filme: Qual seu número?

Óbvio que depois de ler o livro fui ver o filme.

Fiquei antes sabendo do filme, que é o tipo exato de comédia romântica que gosto. Previsível, fofa e com um ator gatíssimo fazendo o gato a história. Mas quando vi que era baseado no livro, resolve primeiro arrumar um livro e ler. Finalmente consegui pegar o livro com uma amiga, e assim que acabei o livro coincidiu de uma outra amiga querer assistir o filme comigo. Como negar uma comédia romântica acompanhada para ficar babando e discutindo a obviedade da história?

Como toda adaptação, tem modificações. A história dos ex namorados foram bastante modificadas para ficarem mais engraçadas e facilmente explicadas visualmente. Senti falta da cachorrinha, do enterro e da clínica de reabilitação - histórias muito boas do livro que acabaram sendo cortadas para fazer o filme. Mas de uma maneira geral, o filme ficou bem legal e relativamente fiel ao livro.
A adaptação para explicar o Colin, e como ele se apaixona para Delilah (que no filme se chama Ally). Chris Evans está gatíssimo, lindo e perfeito como Colin. Sinceramente, ele salva o filme. Suas cenas são engraçadas na medida certa e ele salva a história em vários momentos.
Já Anna Faris eu não curti tanto. A verdade é que ela não é uma atriz de comédia romântica. (ela fez "Todo mundo em Pânico" e outras comédias do gênero). Ela é ótima em comédias escrachadas. Claro que ela tem suas cenas legais, mas algumas partes perderam um pouco por querer exagerar na comédia, e não me convenceu a busca dela pelo ex. Sei lá, o filme poderia ter sido maravilhoso e fofo se fosse com outra atriz já mais experiente na parte romântica e menos comédia.

Mas se você gosta do gênero, não irá perder nada de assistir ao filme. É fofo, e conta com cenas do Chris Evans quase nú e mais gato que nunca.


22 de set de 2012

Livro: Qual seu Número?

" Desculpa por ter gritado com você no hotel - diz ela. Acho que estou procurando por alguma desculpa porque não entendo a razão pela qual você ainda não encontrou alguém, e eu não gosto de ver você sozinha. Querida, eu me preocupo com você porque... bem, acho que você é muito parecida com o seu avô quando o assunto é amor. As coisas não são como nos filmes. Não existe esse negócio de 'bum'. Você não está sendo realista quando insiste em esperar que um homem perfeito, que não existe, entre em sua vida. Você vive se envolvendo em coisas que são maiores que a própria vida - ideias, homens - situações mais complicadas do que você consegue lidar, e que a acabam derrubando. Mas tudo o que vem fácil, se vai fácil. Não estou dizendo que você tenha que deixar de viver a sua vida, mas você precisa parar de achar que o mundo vai se curvar aos seus desejos, em relação à vida e ao amor. Pare de tornar as coisas tão difíceis para si mesma. Pare de lutar contra tudo na sua vida, Delilah, desde homens imperfeitos até os abraços que eu lhe dou. Se você relaxar e parar de bater de frente com tudo, você vai perceber que até respirar se torna mais fácil." (pág 326)

Como estava precisando de um Chick Lit na minha vida. Qual o seu Número? é um desses livros tranquilos de ler, que tiram a minha mente das maldades de mundo e me fazem acreditar que o amor existe, que vai aparecer o cara perfeito para mim eventualmente.
Essa passagem que coloquei aqui foi com certeza a que mais me marcou. É um conselho da mãe para filha. Não tem muito a ver com história do livro e por isso se destacou tanto. Ás vezes eu acho que a minha mãe gostaria de encontrar essas palavras para falar para mim, e eu acho que deveria seguir esse conselho do livro e relaxar mais, parar de lutar contra tudo.
Mas falando do livro, que é muito fofo, conta a história de Delilah, uma mulher de 30 anos que já fez sexo com 20 homens. Ela perde o emprego e lê em uma revista feminina que a média de homens que as mulheres fazem sexo é de 10,5. Estando tão acima da média, ela resolve dá uma basta. Por um momento, pensa em não fazer mais nada até morrer, mas dai reencontra em ex namorado, percebe o quanto ele mudou e decide então ir atrás de todos os homens que ela já fez sexo para ver se algum é de fato o amor da vida dela.
Estando desempregada, e com o bônus do emprego, Delilah resolve alugar um carro e precorrer os EUA atrás dos exs.
Mas ela é uma pessoa completamente doida. Devido a sua inabilidade de mexer no computador (além disso acho que o livro foi escrito antes das redes sociais) ela acaba contratando o vizinho, Colin (lindo e maravilhoso devo acrescentar) para encontrar os homens da lista. Ele, sendo filho de detetive particular, conhece bem como fazer o trabalho.
Logo na primeira parada, ela resolve comprar um cachorro, porque afinal, aquele ex tem um cachorro, que ele já amava mais que ela durante a época que ficaram juntos, mas o cachorro criou um laço de amizade com a protagonista ainda naquela época. Para evitar ciúmes, ela simplesmente comprar uma cachorrinha e a partir dai a viagem passa a ser em dupla, com a yorkshire dentro de uma bolsa para cachorros, entrando escondidas nos quartos de hotéis.
Ela se interna em uma clínica de reabilitação para encontrar um ex que estava internado - com o detalhe que ela não usa drogas, e pensou seriamente que em 2 dias poderia simplesmente sair de lá.
Depois disso, ela diz que é amante do namorado de um ex-namorado - que é gay e está de luto porque o namorado morreu. Sim, ela invade um enterro.
E por ai vai. Não sei qual são piores, se as histórias de como ela ficou com os caras pela primeira vez ou as loucuras que faz para reencontrá-los.
Tudo bem que com 20 ex namorados ela tem bastante história para contar, mas oh dedinho podre o dela. Até um que virou padre tem.
Enfim, é uma história deliciosa, com um humor ácido na medida certa. Um livro que te ajuda a acreditar que não existem erros, apenas decisões que tomamos que nos fazem quem somos no final.

16 de set de 2012

Livro: O Grande Gatsby

Descobri esse livro meio por acaso, no blog da "Galera Record" (a editora, não o canal de televisão). No final do ano, sairá mais uma adaptação do livro para o cinema e quando vi o trailer achei muito legal e fiquei bem curiosa para saber do que se trata a história.
Fui pesquisa mais sobre o autor e seus livros e vi que sempre escreve sobre a juventude dos anos 20, com suas festas, dinheiro, esbanjando tudo que é possível. E isso de fato me interessou. Gossip Girl dos anos 20? Porque não?
Mas a verdade é que o livro não é tão bom assim. Não sei dizer se a culpa é da edição/tradução (porque comprei a edição de bolso em português) ou se a história é confusa assim mesmo.
Para começar reclamando da edição, as primeiras 10 páginas e as últimas 50 são de prefácio e apêndice do livro explicando o livro e contando a história do autor, assim como notas do editor e etc. Considerando que o livro é bem pequeno mesmo, será que é só isso de história mesmo?

Agora vamos falar da história em si:
É muito nome estranho e parecido ao mesmo tempo, o narrador simplesmente muda sem aviso ao leitor. Tinha páginas que voltava para conferir onde um personagem tinha começado a falar e o outro tinha se calado.
O personagem principal, Gatsby, não é o narrador. Ele é na verdade o vizinho do principal narrador. Um cara rico, cheio de histórias bizarras sobre a sua vida, a maioria não é verdade. E na sua mansão acontece festas todos os fins de semana. Muitas festas, cujas pessoas não precisam nem ser convidadas - elas simplesmente aparecem por lá para comer, beber e dançar.
Gatsby acaba virando amigo do seu vizinho porque ele, não sei exatamente como - não entendi direito essa parte - conhece e é amigo de Daisy, a paixão de adolescente de Gatsby, antes de ele ficar rico. Ela obviamente está casada, com uma filha, e o marido trai ela com uma mulher aleatória que também é casada com um cara dono de uma oficina. Ficou legal o triangulo amoroso né? Eu só ainda não entendi o que que o Carraway - nosso narrador - tem a ver com tudo isso. Como ele não gosta do Tom - marido da Daisy - resolve se meter na briga e ajudar Gatsby a ficar com a mulher dos outros. E esse, apesar de ter feito milhões sei lá como (dá a entender que foi de forma ilegal) nunca conseguiu esquecer a mulher e acha seriamente que ela é apaixonada por ele mesmo depois de todos esses anos.
Com o detalhe que Daisy é uma tola, de família rica sem posição e sem atitude. A única coisa interessante que faz no livro é matar a amante do marido. E mesmo depois desse gesto de amor pelo marido, Gastby ainda acredita que ela vai ficar com ele.
Ahh, ainda tem a Jordan, uma tenista que não entendi o que estava fazendo ai no meio.
A história é um pouco confusa, tem páginas só de nomes de pessoas que compareciam as festas na mansão - pessoas que não faço ideia de quem seja e que não fazem diferença nenhuma na história, apenas me deixaram confusa na narrativa.
O livro se resume a esse triângulo (??) amoroso, que é explicado e vivido nas últimas 50 páginas do livro.
Antes disso tudo o que temos são descrições das festas, nomes dos participantes e coisas do gênero.
É um livro confuso, mas verei o filme por ter vários atores que conheço e parece ser realmente melhor.

E como já disse, ainda não tenho certeza se a culpa foi da edição, tradução ou se o livro é assim mesmo.

9 de set de 2012

Série: NCIS

Se você é uma pessoa que gosta de série policial, vai adorar essa.
Séries policiais não são exatamente as minhas preferidas, mas devido a oferta sempre acabo assistindo uma o outra. Meu maior problema com essas séries são os furos que sempre acabam tendo. E nisso NCIS mostra porque é diferente. Os furos são muito pequenos. Quando aparece um super vilão, muito legal e que merece mais episódios, ele não é esquecido para reaparecer só lá na frente quando ele volta. Em todos os episódios entre a primeira aparição e o fechamento da saga - com o vilão preso ou morto - pelo menos 1 citação a ele é feito nos episódios, nem que seja a tela do computador ao fundo tentando identificá-lo no sistema. (reconhecimento facial)
NCIS significa "Naval Crime Investigative Service", ou em português Serviço de Investigação Criminal Naval, e com isso o foco da série são assassinatos de marinheiros - todas as patentes e terrorismo nos navios americanos. Confesso que adoro quando o crime acontece de fato nos navios, onde a equipe de investigadores acaba indo para o mesmo, e a série mostra um pouco da "vida embarcado". O fato de ser militar, e nos EUAs eles terem uma cultura de guerra - todas as gerações lá viveram uma guerra, bem diferente da gente aqui no país do jeitinho e sem briga - acaba explicando o sucesso dessa série lá, mas a falta de audiência nas bandas de cá.
Outra coisa que chama muita atenção na série são os personagens. A essa altura os roteiristas já deviam saber que a diferença entre uma série que está indo para a 10ª temporada com sucesso, e uma que não passa da primeira é a profundidade dos protagonistas. E isso é outra coisa que NCIS fez muito bem.
Começando pelo Gibbs, o chefe da equipe, que tem no currículo 4 casamentos e 3 divórcios. A primeira mulher - grande amor da sua vida - junto com a filha, foram mortas devido a tráfico de drogas, e Gibbs, como bom marinheiro, foi para o México e assassinou o responsável. Isso mesmo, ele é um herói de guerra, pois foi da marinha americana antes de virar investigador, que investiga assassinatos sendo ele mesmo um assassino que saiu impune. Claro que a família do tráfico de drogas vem cobrar a dívida, o que dá episódios bem interessantes.
Depois temos o lindo DiNozzo. Ex-policial de homicídios, mudou para NCIS e é o "segundo em comando". Vive fazendo referências a filmes (isso virou obrigatório em todas as séries mesmo?), mulherengo que só.
Temos o McGee, o computer geek, que resolve essa parte dos crimes. Na primeira temporada ele não era fixo, mas logo na segunda acharam que ele se encaixou na equipe e ele virou o novato.
Ainda na equipe que vai a campo, temos as meninas. Kate - que sai no final da segunda temporada - e Ziva - que entra na terceira temporada para "ocupar" o lugar da Kate. Não, a Kate não saiu porque ela quis. Foi super emocionante a saída dela, e o episódio com a irmã dela na 8ª temporada me fez chorar litros. Fiquei com pena dela ter morrido, ainda tinha muita história para ela, mas a verdade é que Ziva colocou uma pimenta na equipe. A menina filha do chefe da Mossad (inteligência Israelense), treinada para matar chega na equipe e cria um novo ambiente, diferente e bastante interessante. A relação dela com o DiNozzo é....como colocar em palavras?!... deliciosa de acompanhar? A maioria fica subentendido e quase nunca acontece algo explícito para deixar a audiência feliz, mas que eles tem uma relação tem. Uma das coisas que não gostei até agora foram os namorados que arrumaram para ela. Tudo bem que eles não podem ficar juntos de verdade, mas cara, se é para ele ter um namorado, uma proposta de casamento, pelo menos coloca um cara bonito e mais interessante lá. Os homens dela são todos errados.
Agora como ter uma série de investigação policial sem um médico legista? Ai entra o Duck - apelido carinhoso do Dr. Mallard, o médico legista. Ele é um fofo, conversando com os mortos, encontrando respostas e sempre nos enchendo de conhecimento inútil sobre tudo, basicamente.
E com ele temos o assistente, Palmer, um garoto que é basicamente uma versão mais nova do Duck. Ele aparece na terceira temporada só, e junto com ele chega o "quebra-cabeça de carne". Uma história que tinha tudo para ser MUITO interessante e ficou meia de lado. Eu realmente achei que o Palmer seria o vilão dessa história, mas acho que todo mundo gostou tanto de trabalhar com o ator, e viram como o personagem poderia render histórias bem legais que acabaram terminando aquela história mais ou menos, inventando um assassino estranho e sem noção para fechar o arco do "quebra cabeça de carne" e mantiveram ele em todas as temporadas depois. Eu gostei bastante dele, e do que fizeram com o personagem, mas que o quebra cabeça ficou sem graça ficou.
E para finalizar com a melhor personagem, temos a Abby, a especialista forense. Ela sabe tudo e faz todos os testes forenses. Desde analisar carros, até mexer com espectrômetro de massa e hackear computadores. Ela é a mulher maravilha. E para melhorar a situação, ela se veste como gótica, dorme em um caixão, mas é pessoa mais feliz do grupo. Ela é uma contradição ambulante. As cenas dela são sempre legais. Ela foi a primeira a falar que eles são uma família, ela vive para o trabalho e a base de cafeína. Bom, ninguém dorme muito nessa equipe enquanto eles estão investigando qualquer coisa.
NCIS é uma série deliciosa que me surpreendeu muito. Além do fato de ter 9 temporadas e ser possível acompanhar bem o desenvolvimento da tecnologia nesses últimos 10 anos, desde os celulares, até os computadores. Outro episódio que merece destaque é o sem luz. Sem eletricidade, eles tiveram que fazer tudo na mão, do modo "difícil".
Se você ainda não assiste a série, separe bastante tempo para começar, porque tem muito episódio. Se você já acompanha, sabe como a série vale a pena.
Obs. Ainda existe o NCIS Los Angeles, que foi um spin off dessa série. Ainda não assisti, mas pelo que vi por ai, é mais tecnológica.

6 de set de 2012

Skoob: Uma rede social para quem gosta de livros


Hoje em dia já se criou rede social para tudo. Dizem que a internet vai juntar as pessoas, mas seus gostos pessoais acabam por separá-las. E é verdade que você tem mais assunto com as pessoas que pensam como você, apesar de ser importante ouvir opiniões diferentes para não ficar fechado em uma bolha.
Mas para as pessoas que gostam de livros, querem discutir e saber quais são as novidades do mundo editorial, e ao mesmo tempo estão sempre conectadas, surgiu o Skoob, uma rede social criada com a proposta de o usuário montar sua estante virtual, conversar com pessoas que já leram os mesmos livros e tem até a opção de trocar livro pelo “plus”.
Claro que existe a opção de você virar fã dos seus autores favoritos, e muitos da nova geração de escritores brasileiros estão nessa rede conversando com os leitores.
É possível avaliar cada livro, ou ver a avaliação das outras pessoas para saber se vale a pena comprar e ler. Em vez de correr atrás de resenhas em blogs, as resenhas sobre determinado livro já se encontram no Skoob. Além disso, o site ainda te diz qual a sua compatibilidade com o seu colega, com base no tipo de leitura que vocês curtem. Mas cuidado que isso ainda não é 100%, até porque nem todo mundo coloca todos os livros que leu na estante virtual.
Muitas editoras já são parceiras do Skoob e usam o mesmo para anunciar seus novos lançamentos, além de fazer promoções. Assim o total de livros já cadastrados na rede é bem grande. Mas caso o livro que você tem ainda não esteja no sistema, sem problemas. Adicionar um livro novo, colocar a capa e tudo é bem fácil e intuitivo.
Para movimentar bem o Skoob e se fazer conhecer, a equipe se utiliza das redes sociais já tradicionais. Para quem os curte no Facebook, Twitter e Orkut sabe que estão sempre atualizando com frases de efeito, fotos das estantes dos usuários, quadrinhos incentivando a leitura.
Como tudo na internet, está em um contínuo processo de melhorar. A rede ainda não é perfeita porém é muito interessante e estão sempre abertos a opiniões para melhorá-la. E você, já tem seu perfil no Skoob?

Obs. Para os curiosos de plantão, Skoob de trás para frente é Books – a palavra inglesa para livros.

24 de ago de 2012

Série: Freaks and Geeks

Você, fã de How I met your Mother, já imaginou como foi o ensino médio dos personagens? Queria saber como era o Marshal antes de ele conhecer a Lily e o Ted? Pois nessa série você pode ter uma boa ideia de como foi. Jason Segel - o ator que representa o Marshal, não é o protagonista dessa série, nem está no mesmo papel, mas confesso que vi muitas semelhanças entre o Nick - personagem de Jason nessa série - e seu personagem em HIMYM.

Falando um pouco dessa série que tem apenas 18 episódios, foi gravada no final dos anos 90, porém representa um ensino médio dos anos 80, e dito isso, já deixo claro que a trilha sonora é espetacular - se você gosta do rock dessa época. A abertura é com a música Bad Reputation cantada por Joan Jett e por ai vai... Enquanto assistia aos episódios, por várias vezes me vi cantando e quase dançando com as músicas.



A série conta com vários atores que mais tarde vieram a se tornar verdadeiras celebridades, alguns nos papeis principais, e muitos com histórias pequenas - papeis que conseguiram antes de ter nome.

Além disso, como a série se passa nos anos 80, ainda não havia internet. Pesquisa e estudos eram feitos na biblioteca e/ou em um enciclopédia. É bem estranha e quase irreal para nós a cena que Lindsay vai procurar na enciclopédia os efeitos da maconha no sistema. E a parte em que a garota ganha uma calculadora, e isso já era para lá de tecnologia e coisa de destaque. É interessante assistir essas séries, que não são nem tão antigas, e ver o quanto o ensino, de uma maneira geral, mudou com os avanços tecnológicos.

Mas falando um pouco da história, Lindsay - a protagonista dessa série - é uma menina tipicamente nerd. A melhor atleta de matemática, considerada uma "calculadora humana". Mas depois da morte da avó, ela começa a se perguntar se vale a pena fazer tudo tão certinho e por isso resolve "mudar de amigos" e por isso começa a andar com os "Freaks" da escola, ou seja, aqueles que já fazem sexo, usam drogas, tiram notas baixas, matam aulas e não querem nada com a vida. Em contraponto, ela tem um irmão mais novo, com 14 anos (que vai virar o psicólogo Sweets em Bones) que é um nerd total, com seus 2 amigos mais nerds ainda. O menino, com o clichê de ser apaixonado pela Cheerleader, é um fofo que sofre e apanha simplesmente por ser nerd.
A história é muito gostosa de se ver, rápida e vale a pena. Com a dose certa de drama e humor, a série mostra o mundo antes da revolução da internet, representando os anos 80 que muitas vezes ficam esquecidos na nossa memória.

15 de ago de 2012

Série: Bomb Girls


E a produção audiovisual do Canadá me surpreende mais uma vez.
Já tinha falado aqui sobre a série The Listener, uma produção Canadense, com o protagonista capaz de ler mentes e atualmente na 3ª temporada.
Agora descobri essa série chamada Bomb Girls - tradução literal "Garotas da Bomba". Tudo bem que quase tudo nessa série grita EUA! São poucas as referencias canadenses, e se não fosse pelo fato de tão pouco divulgada por aqui e ter demorado tanto para eu conseguir acesso aos 6 episódios da primeira temporada, jamais diria que é do Canadá.

A história se passa no meio da segunda guerra mundial. Para localizar no tempo, no último episódio dessa primeira temporada acontece os bombardeios a Pearl Harbor. Com o mundo em guerra, os homens obviamente partiram para a luta, abrindo espaço no mercado de trabalho para as mulheres - que ficaram no país e de alguma forma precisam fazer dinheiro. Com isso, as fábricas começam a montar linhas de produção exclusivamente femininas. Claro que o cargos mais altos e mais importantes ainda estão de responsabilidade masculina, porém já é um avanço a simples presença das mulheres nesse ambiente.
A protagonista da história é a filha de um grande empresário - logo sem problemas financeiros - que resolve querer trabalhar. O pai arruma um emprego para ela na fábrica de bombas, a princípio o emprego é de secretária que naquela época significava arrumar os arquivos em ordem alfabética. Mas como todo a boa protagonista, ela quer mais.
Indo para a fábrica, conhecendo as meninas que trabalham na linha de produção ela decide que quer fazer mais. Quer lutar a guerra também, e se não pode na linha de frente do combate, que seja na fabricação de bombas - o que diga-se de passagem é quase tão importante. Ela é uma menina bastante idealista e a frente de seu tempo. Tem um noivo americano, e a relação deles é deliciosa de assistir. Ela quer que ele seja homem, se imponha. Namore ela de verdade, demostre o amor e carinho. E ele, ainda preso nos costumes antigos, quer respeitá-la, esperar até depois do casamento para qualquer avanço. Quer cuidar dela de outra forma. Ela trai ele no primeiro episódio, ele trai ela mais pra frente, eles brigam, eles se reconciliam... é lindo de ver ele aceitando que ela é praticamente uma mulher do século XXI com ideais fortes e aceitando ela desse jeito.
Mas se dependesse só da protagonista, a série não seria tão boa. As outras personagens que trabalham na fábrica porque precisam geram uma série única. A mulher que gosta de mulher, a menina que fugiu da família que tinha um pai que batia nela, os homens que ainda não respeitam as mulheres no trabalho - o assédio sexual que acontece. Os negros. Ou melhor, o negro que toca na banda de Jazz e é fantástico reportando como o Canadá tinha menos, porém ainda tinha, discriminação racial. A responsável pelas meninas da fábrica, uma mulher forte que tem 2 filhos na guerra, e um marido inválido em casa que não acredita na guerra (ele ficou inválido na primeira guerra mundial). O italiano... o que é aquele italiano lindo! Sofrendo preconceito por ter nascido na Itália, mas mudado para o Canadá quando tinha menos de 2 anos. Mesmo assim, não pode ser um soldado na guerra, e foi trabalhar na fábrica para ajudar a pagar as contas de casa (ainda vive com a mãe, italiana). (Para quem não sabe, a Itália, comandada por Mussolini, se aliou a Hitler (Alemanha) na segunda guerra e por isso, italianos acabavam sendo vistos como espiões.)
Não tem uma história paralela que não seja interessante nessa série. Ela é deliciosa de assistir, e já foi renovada para uma segunda temporada, dessa vez com mais episódios. Vale super a pena dá uma conferida.