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30 de mai de 2011

Filme: O Amor e outras Drogas

A crítica desse filme foi meia ruim, por isso demorei para assistir e nem fui no cinema.
Acabei vendo num desses dias que estou sem muita coisa pra fazer e quero ver um filme, ainda mais com esse friozinho que está fazendo aqui no Rio...
Enfim, quando vi o trailler já fiquei bastante chateada deles colocarem a doença dela ali. Inclusive nem terminei de ver o trailler, achando que aquilo era Spoiller. Mas na verdade nem é, afinal na primeira cena que ela aparece, já deixa claro que está doente, de forma irremediável.
O que torna esse filme diferente de "amor para recordar" e "doce novembro" é o fato de que a doença da Anne Harthaway não mata rápido. Pelo contrário, vai demorar muito e ela irá definhar com o tempo.
Assim, eles não terão um verão de mais amor que muitas pessoas vivem a vida inteira e acabou. Eles terão uma vida inteira convivendo com uma situação irreversível. Como um personagem diz no meio do filme, essa é uma doença cruel, afinal todas as coisas que você ama ainda estão lá, o sorriso, as piadas, mas a doença faz ela perder a capacidade de ir ao banheiro, de se limpar e outras coisas cruéis. Você aguentaria viver uma vida como babá da pessoa que você ama? Sabendo que ela precisa de você muito mais que você precisa dela? É uma coisa a se pensar...
Outro aspecto interessante desse filme é que o personagem principal é vendedor de medicamentos. Assim, a industria farmaceutica, sua ética e ensinamentos de venda são explorados e mostrados no filme. Para as pessoas da farmácia, vale a pena dar um conferida.
Ahh, e o Prozac é um salvador de vidas. Quando assistirem, reparem no mendigo, que pega os medicamentos que o ator principal joga fora e na metade do filme está bem melhor com a vida...
Enfim, apesar de crítica ruim, foi um filme que me surpreendeu. Vale a pena!

29 de mai de 2011

Filme: Agentes do Destino

Aviso logo, esse filme é sobre teorias da conspiração. Pelo menos foi assim que eu enxerguei.
Quando entrei no cinema, não fazia idéia do que se tratava o filme e fui descobrindo a medida que ia assistindo. É um filme que vale a pena.
Discussões sobre quem cria o destino, se há livre-arbítrio, quais são os grandes planos para cada um de nós está presente no filme de forma direta. Eles de fato fazem essas perguntas, e respondem.
Deus está presente na forma do 'presidente', e nos é afirmado que todos nós o conhecemos em algum momento, de alguma forma. Será?
Uma coisa interessante é que os planos de cada pessoa são mudados constantemente e podemos ter pequenas decisões que vão alterar tudo.
Um beijo pode mudar toda uma cadeia de eventos.

Enfim, o filme tem a mesma base filosófica de Matrix - pelo menos eu enxerguei assim. Somos controlados por agentes que nos fazem derramar um copo de café, e com isso garantir que não encontraremos uma pessoa no onibus, e que também podem fazer coisas maiores como mudar a opinião de alguém sobre alguma coisa.
O futuro é controlado por eles.
Enfim, é um filme que vale pena ver e discutir. E além do mais, o Matt Damon é lindo né?

8 de mai de 2011

Filme: Kinsey

Esse é um filme que fala sobre sexo.
Baseado em fatos reais, conta a história de um dos primeiros cientistas a estudar o comportamento humano durante o ato sexual. Ele era um biólogo que descobriu que estudar sexo era muito mais divertido que insetos. Foi casado, teve filhos porém isso nunca impediu um relacionamente aberto.
O filme está muito bem feito. Não tem grandes cenas sexuais, afinal não é pornô, é simplesmente sobre o cara que revolucionou os EUA nos anos 40 e 50 falando sobre sexo abertamente. E no filme mostra todo o tipo de pessoa. Discute homossexualismo, pessoas puritanas, idéias que hoje em dia já foram provadas erradas.
Numa época em que falar de sexo era muito mais tabu que é hoje, esse pesquisador conseguiu reunir dados para escrever alguns livros sobre o assunto. O primeiro deles até rendeu uma capa da Times, que achei que fosse coisa do filme, mas pesquisando depois descobri que foi real. Coloquei aqui a capa original da TIME como prova.
Tem várias partes interessantes, e no começo é quase uma comédia com as idéias mostradas, dizendo que quando você se masturba está morrendo... Confesso que ri bastante.
Mas depois começa uma discussão bem séria e um dos pontos altos do filme é no discurso de 'somos todos diferentes e por isso cada um tem sua forma de sentir prazer'.
É um filme muito interessante, sobre a vida de um cara que mudou a forma de ver o sexo.
Super recomendo!

7 de mai de 2011

Série: Supernatural

Imagine que todos os monstros que te assustaram na infancia fossem de verdade. Imagine agora que existem pessoas no mundo que passam a vida a caçá-los. Demônios, criaturas estranhas, vampiros do mal, enfim tudo existe, tudo é real. O que você faria? Viveria como uma caçador? Ou tentaria viver uma vida próxima ao normal? Como você deixaria seu filho dormir de noite, sabendo que o monstro dentro do armário ou debaixo da cama é real?
Enfim essa é a história dessa série. E se TUDO fosse real?

Demorei para começar a assistir porque não gosto de nada de terror. Não assisto filmes de terror. Isso é um fato que nunca vai mudar. Mas essa série conseguiu me conquistar. A história dos irmãos Winchesters é fascinante.
Claro que sabendo da existencia dos monstros, eles decidiram viver a vida de caçadores. A série tem de tudo um pouco. Discussão de famílias quebradas, pactos com o diabo, a morte, o inferno, o paraíso. De uma maneira geral, eles seguem a bíblia, afinal sempre tiveram demônios, e a partir da terceira temporada, somos apresentados aos anjos.
A história do apocalipse é contada de outra forma. Será que existem caçadores por ai matando esses monstros? Mas o interessante é que eles não esquecem completamente das outras religiões. Tem um episódio  onde aparecem os deuses hindus. Os deuses do olimpo ainda não vieram, mas deve ser uma questão de tempo...
Teve um episódio dessa última temporada que chamou minha atenção porque os irmãos são mandados para outro mundo, que seria o nosso. Eles assumem os nomes reais, a filmagem no set é mostrada, parece bastante com o backstage de gravação do seriado. Mas enfim, nesse mundo não existe mágica nenhuma. Nem céu, nem inferno, nem anjos, nem demônios. Será que o mundo assim é melhor que aquele em que tudo existe? Esse tipo de discussão torna esse seriado bem interessante.
O que você preferiria, viver num mundo onde TUDO é real ou em um em que NADA é real?
É uma série que vale muito a pena, se você acredita em Deus ou não. E sem a desculpa de não gostar de Terror. Essa série está muito mais para suspense que terror!

1 de mai de 2011

Livro: New York New York

Esse era um daqueles livros que estavam na caixa, já esperando para serem vendidos, doados ou qualquer coisa para descocupar o espaço. Enfim, fui fazer a lista dos livros para tentar vendê-los e resolvi dar uma chance, afinal tem uma capa bonita, e um nome interessante...
É um livro muito melhor do que eu podia esperar.
Para ser bem sincera, é um livro de fofoca fictícia. Se você é fã de Gossip Girl, acredite, vai amar esse livro. Seria mais ou menos a história dos pais ou avós dos personagens da série. Uma família cheia de dinheiro e o mundo á frente... O mundo das revistas nunca me pareceu tão interessante.
E a forma como é organizado o livro também é muito interessante, afinal não há uma personagem principal, não é feito de forma temporal. A história vai do passado, ao presente em pulos. Aos poucos, a coisas vão sendo explicadas, as relações definidas.
Uma das coisas que reparei é que apesar do livro ser de 1986, os grandes nomes ainda são os mesmos. Tem nomes que para nós, mortais do século XXI, são lendas e no livro estão presentes.
Como faço comunicação, achei interessante a parte em que fala das revistas. Como o pai da família fez sua fortuna no mercado editorial saindo do nada. Tem a passagem no livro de como surgiu a primeira revista sobre a televisão... se é verdade não sei, mas que é bem crível é... e pode até ter sido outra pessoa que percebeu, mas acredito que tenha sido da forma descrita no livro.

Uma parte já perto do final, quando dois persongens estão descutindo a parte financeira da revista:
- Não procure aumentar sua circulação. O sucesso mata.
-Compreendo isso. Será que esse é o único negócio do mundo em que o produto custa mais ao fabricante do que custa ao comprador?
-Já ouviu falar de cinema? ou do teatro? Ou o balé, ópera, concertos? Os programas de televisão que não dão certo?
-Então, em essencia, estamos no negócio dos espetáculos?
-Se estamos...

Um livro que super recomendo, ainda mais se você é um estudante de comunicação, ou moda, ou qualquer coisa e queira trabalhar numa revista num futuro próximo. Talvez para quem trabalhe nelas, a verdade não seja tão glamurosa, mas quem sabe?