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28 de dez de 2011

Filme: Noite de Ano Novo

Fui no cinema hoje. Por dois motivos, o primeiro foi pra fugir do transito, e o segundo foi porque queria muito ver esse filme. Confesso que a razão de eu querer ver esse filme é porque a Lea Michele, (Rachel, para os Gleeks como eu) faz par com o Ashton Kutcher. Ela estava no filme, e queria muito vê-la como atriz, fazendo outro papel que não da Rachel. Nisso, eu me decepcionei um pouco. Apesar da personagem já ser adulta, ter feito faculdade, me pareceu um pouco como o futuro da Rachel. Fez Julliard, aprendeu a cantar, e agora busca o sucesso fazendo back vocal para um cantor famoso. Obviamente, ela canta no filme, inclusive faz um dueto lindo com o Bon Jovi (logo, seu argumento é invalido), canta de back vocal e finaliza com o solo. Mas como eu sou apaixonada por Glee...
Mas continuando sobre o filme, Noite de Ano Novo tem a mesma proposta que o filme 'Valentine's Day' (Idas e Vindas do Amor em português), ou seja, são várias histórias, de alguma forma conectadas, que acontecem em um dia, no caso, no dia 31 de dezembro.
Foi interessante ver o Zac Efron, pra mim eternamente com 17 anos fazendo High School Music, dando uma bitoca na Michelle Pfeiffer, esta em seu papel mais 'patético' (no melhor sentido da palava). Foi legal ver o Jake T. Austin - o Max de 'Feiticeiros de Waverly Place' em um personagem bem diferente - e ele me convenceu. Robert de Niro como um paciente a beira da morte... Enfim, muitos atores conhecidos estão nesse filme.
Quando falamos desse tipo de filme, não tire conclusão precipitadas. O roteiro e edição são tão bem feitos que achamos que dois personagens são um casal, e na hora H, não são... As coisas mudam e surpreendem. As histórias se conectam da maneira mais estranha.
Em comum elas tem o lugar - todas se passam em Nova York, no mesmo dia - véspera de ano novo, e na grande festa da virada que acontece em NY, que consiste na maça descendo o mastro. (sinceramente, nossos fogos em Copacabana são mais interessantes que aquela bola!). O filme fala sobre tradição, sonhos, esperanças de um futuro melhor... o ano novo é o momento de renovar a esperança, um momento de realizar seus feitos, de fazer as coisas acontecerem. Fazia muito tempo que eu não lembrava desse tipo de esperança... foi bom ver que ela ainda existe! Pega a lista de promessas do ano passado. Ainda dá tempo!
Por isso, aconselho a todos que vejam esse filme antes de 2012.
Obs. A parte que mais gostei com certeza foi o final, com a música da Pink - Raise your Glass ( que aliais, já virou musica clichê final de todos os filmes comédias românticas, né?) e passando as cenas erros de gravação, cenas "o que poderia ter sido". Ficou muito bem editado, muito bem feito.

25 de dez de 2011

Livro: Férias

Eu já tinha lido esse livro há algum tempo. Me marcou tanto que quis reler, como acontece com praticamente todos os livros da Marian Keyes.
Nesse livro a autora volta a 'família original' - isto é, no primeiro livro dela que fez sucesso, o Melancia, ela nos apresentou a família Walsh, constituída de um pai, uma mãe e 5 irmãs. O primeiro romance foi sobre a filha mais velha da família. Férias é sobre a filha do meio. Tipo, do meio mesmo, ela é a terceira. Tem duas irmãs mais novas e duas mais velhas.
Bom, como todos os personagens dessa autora, ela tem a origem irlandesa, porém mora fora do país há algum tempo, no caso, New York. Alguma coisa acontece, e ela se vê obrigada a voltar ao seu país de origem. 
No caso, Rachel, nossa personagem, é internada em uma clínica de reabilitação na Irlanda, depois de sofrer uma overdose e ser levada ao hospital para uma lavagem estomacal. A personagem principal é toxicomana, porém dentre os personagens satélites, temos muitos alcoólatras, alguns comedores compulsivos, enfim uma série de vícios. Por isso, acho esse livro uma quase aula de psicologia. Tem os estágios para lidar com o vício, como agir uma vez que você está desintoxicada, etc etc etc...
Já tinha lido esse livro há algum tempo atrás, e gostei muito. Devo ter emprestado para alguém que nunca me devolveu, porque minha edição normal, grande, sumiu. Assim, como queria muito reler, acabei comprando a versão de bolso. Mas ainda acho que falta alguma coisa nessa versão... ou na minha memória eu tinha criado um livro muito mais complexo que ele realmente é - mas isso não tira o mérito do livro. Ainda gosto muito dele. 
Uma das partes que mais gosto nesse livro é no final, quando Rachel, após todo o tratamento, está pensando no que fazer da vida. Tem 28 anos, nunca fez faculdade, nem nada do gênero, trabalhou como arrumadeira em hotéis de quinta categoria a vida toda. Até antes de se assumir dependente e fazer o tratamento, vivia para conseguir mais drogas, agora o que fazer? Então a madrinha dela, também uma dependente em recuperação, pergunta:

" - Que tal voltar a estudar? Talvez fazer um curso universitário quando você souber o que quer fazer.
- Um curso universitário? - Rachel ficou horrorizada - Mas levaria muito tempo. Quatro anos, talvez. A essa altura eu já estaria com 32 anos. Caquética!
- Mas um dia você vai ter 32 anos mesmo"

É uma forma bem discreta de falar, a vida não vai parar, está sempre pra frente e você vai chegar aos 32 anos... pode chegar se formando em um curso universitário, seguindo em frente, ou pode chegar lá com o mesmo emprego de camareira, com salário de fome, que ela já tinha até então. Acho que isso serve para todo mundo pensar um pouco. 
Mesmo não tendo problemas tão graves quanto os descritos no livro, ele me faz pensar nos meus próprios vícios, nas coisas erradas que escondo de mim mesma.
É um livro que aconselho a todos! Como aconselho qualquer livro da Marian Keyes!

18 de dez de 2011

Série: Neverland

O canal Syfy resolveu lançar algumas miniséries, de 2 episódios de 1 hora e 20 min cada. 
A primeira que peguei para ver foi essa, chamada Neverland, e com o enredo sobre o Peter Pan. Só de saber que é relacionado com esse conto de fada, já imaginei que iria gostar, apesar de minhas experiencias não tão boas com esse canal - que como o próprio nome já diz, a maioria de suas séries são histórias de ficção científica, e eu não sou muito fã dessa área...
Mas enfim, a história é linda!! Estou apaixonada e quero muito que eles continuem com a série!

Bom, falando um pouco sobre Neverland, a história explica como Peter chegou na Terra do Nunca, porque ali ninguém cresce/envelhece, porque existem piratas e índios naquelas terras... e algumas das explicações são bem científicas...
Nos mostra como o Capitão Gancho virou o capitão Gancho, a luta em que perdeu a mão, como ele era o mentor do Peter, e como o decepcionou. Quem são os meninos perdidos, porque eles foram para lá, como tudo começou! Quem é a sininho, e as fadas do mundo (que aliais, tem homens também!), porque Peter pode voar sem o pó mágico das fadas...
Enfim, a série conta a história antes do conto. Antes da Wendy e dos irmãos. 

Não preciso nem dizer que estou completamente apaixonada!
Eles contaram tudo muito bem, fechando o ciclo, sem deixar pontas soltas. As imagens estão muito bonitas, e a Terra do Nunca está mais fantástica do que jamais esteve.
Os atores escolhidos, Peter e Jimmy, são ótimos na sua interpretação... toda a história está bem contata e bem feita.

Um ótimo passatempo para esses dias de férias!

16 de dez de 2011

Série: Mad Men

É uma série da AMC que se passa nos anos 60. Conta a história de uma agência de publicidade em plena Manhattan, NY. Logo, se você pretende fazer ou faz publicidade é uma boa série para ver.
Até hoje foram 4 temporadas, cada uma com 13 episódio de 50 minutos.
Dentre os personagens, temos o protagonista, o Direto de Criação da empresa. Don Draper, com um passado obscuro que vai se revelando ao longo das temporadas. No primeiro episódio, nos parece que ele é um solteiro inveterado, mas logo ao final do mesmo episódio, eis que surge uma família.
A mulher dele, Betty, é bem chatinha. A única coisa que achei interessante nela foi reparar o estilo de vida. As roupas, sapatos, os móveis da cozinha são coisas que reconheço bastante da minha avó. Assim, fico pensando que ela seria como minha avó, jovem, com dois filhos, em pleno anos 60.
Outra personagem que gosto muito é a Peggy. Ela começa a série como a secretária do Don, afinal, mulher naquela época só trabalhava nessa função. Ela parece ser uma caipira, com aspirações religiosas, mas logo no final do primeiro episódio ela já fica com um cara comprometido. E assim continua durante toda a série. Ela mesmo fala muitas vezes para diversas pessoas "vocês não me conhecem, nunca se preocuparam em saber quem eu sou, logo não venha me dizer o que fazer". E nessa ela foi subindo pela empresa, e logo passa a ser o braço direito da criação, de Don. Ela está sempre nos surpreendendo, e confesso que gosto muito dos episódios que ela interage com o protagonista. Acredito que ela seja a única pessoa que bate de frente com ele, que pede o que quer - às vezes não dá muito certo, mas é sempre interessante.
Como Don é um personagem bastante complexo, vale prestar atenção nos momentos de família. As crianças, que percebemos que foram crescendo ao longo da série, sempre que aparecem mostram uma outra cara ao personagem. Sally, a filha mais velha, é a que mais aparece. É uma menina relativamente mimada, mas que sempre foi meia deixada de lado. Parece ter bastante medo da mãe, Betty. Volta e meia as crianças são jogada pro canto, e uma das frases bem comuns é "vai assistir televisão"... ou seja, era uma forma de deixar as crianças quietas e não ter que se preocupar...
Na firma percebemos as áreas de uma empresa de publicidade bem aos moldes do que temos hoje em dia - ou pelo menos assim me parece. Temos os homens responsáveis pelas contas, ou seja, o atendimento. Responsável por conhecer o cliente, trazer pra empresa, manter o cliente satisfeito. Fazer a ponte criação - cliente. Temos o departamento de televisão - cargo criado no meio da segunda temporada, por um personagens coadjuvantes. E várias outras funções que eu não reconheço ainda...
Confesso que os primeiros episódios da série, achei bem chatinhos, mas depois foi ficando cada vez mais interessante e a quarta temporada está realmente boa.
Se você está procurando uma série para assistir nessas férias, super recomendo essa!

7 de dez de 2011

[Trabalho da ECO] Rio - a marca registrada do Brasil


O governo do estado do Rio de Janeiro está realizando uma campanha para aumentar o sentimento do carioca para com a cidade, que se vê diante de grandes desafios como a Copa do mundo em 2014 e as olimpíadas em 2016.
Uma parte da população acredita que a cidade não tem a capacidade para receber eventos de tal porte como os citados, e para mostrar ao Brasil, e principalmente aos cariocas, foi lançada essa campanha.
Ela consiste em pôsteres que são colocados em revistas e jornais e a identidade visual das imagens se dá principalmente pelo RJ dentro do círculo em cima das palavra base, além do símbolo do governo do estado no canto inferior direito.
Valores do Rio são expressos em palavras únicas: Paz, Alegria, Inovação, Paixão.” - site oficial do governo:
No caso das duas artes selecionadas para serem analisadas nesse trabalho, as palavras escolhidas foram Inovação e Beleza.
Para analisarmos o gênero do discurso presente nessas duas peças publicitárias precisamos entender que uma palavra pode ser um verdadeiro enunciado carregado de sentido. Analisando as peças, percebemos que estas são detalhes de lugares conhecidos e famosos no estado. Percebemos a presença da cor azul. A palavra, que gera significado a imagem e a transforma na propaganda do governo tem a ver com a idéia já existente no local.
Prestando atenção nas artes apresentadas, a palavra inovação está conectada com o Museu de Arte Moderna, em Niterói. A arquitetura do local, parecida com uma nave espacial, que em si já é um símbolo de inovação nacional, mas, além disso, a arte exposta ali também é uma arte moderna, futurista que poucas pessoas entendem. É um local de inovação, um local do futuro, e com essa propaganda, é fluminense, pertence a nós, o estado que irá sediar dois eventos enormes. E nós podemos, porque temos um lugar que é uma fonte de inspiração para a inovação do país.
Já a segunda palavra, Beleza, está conectada com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que fica com toda sua imponência no centro da cidade, virado para a Cinelândia. Mas não é todo o teatro que é mostrado na peça. São os detalhes: a cúpula verde, impressões nas paredes e o ouro finalizando a arte. Nisso percebemos a reforma que houve no local, mantendo a história e o tornando de grande beleza. A propaganda nos convida a ir conhecer o Municipal.
Esses dois locais não foram escolhidos por acaso para essa série. Ambos fazem parte do habitus do morador do estado do RJ e são automaticamente reconhecidos pelo público alvo. São opostos em muitos sentidos e com isso representam a diversidade que existe Rio.  São considerados eternos por qualquer morador e as imagens são quase clichês, são atemporais. Ninguém imagina a Cinelândia antes do Municipal, nem Niterói sem seu museu. São fotos documentais, paisagísticas, artísticas. Têm as cores do estado, o céu está sempre azul com poucas nuvens. Desde que esse espaço é conhecido como Rio de Janeiro, essa arquitetura está presente.
Quando olhamos essas propagandas e nos deixamos levar pela proposta esquecemos-nos de todos os problemas que o estado sofre. Não pensamos nos engarrafamentos, na violência, na poluição. Vemos a beleza, a inovação e só isso. Percebemos um futuro brilhante e colorido. A cidade vira um Mythos. Temos orgulho de pertencer. Contamos-nos histórias sobre os locais, algumas pessoas criam suas próprias narrativas.
Ninguém lembra que até pouco tempo atrás o teatro municipal estava caindo aos pedaços por falta de cuidado. Precisou de uma reforma gigante para tornar o símbolo hoje usado pelo governo para ilustrar suas propagandas. Provavelmente a escolha desse prédio em vez do prédio da biblioteca municipal – ao lado do teatro, da mesma época e com a mesma arquitetura – se dá justamente porque houve uma reforma. O estado gastou dinheiro no local, e agora quer usá-lo para gerar esse sentimento de carioca. A notícia já estava lá, foi apenas re-apropriada para esta série.
A idéia dessas obras é fazer a população do Rio consumir a sua cidade. Temos orgulho de pertencer, compramos essa idéia, afinal isso ainda é uma série de propagandas do governo “cujo intuito da campanha é engajar a sociedade fluminense no novo momento que o Estado vivencia.”
Morar no estado passa a ser legal. O Brasil será representado pelo estado. Nós, cariocas e todos os moradores da cidade, até depois de 2015 somos a cara do Brasil para o mundo e consumimos a cidade, o teatro municipal e o MAM como parte de nós mesmo.
Concluímos dessa análise que as propagandas criadas pelo governo têm uma grande eficácia no seu enquadramento e no gênero proposto. O uso de apenas uma palavra, associada à imagem, e no caso a arquitetura, torna possível para qualquer pessoa que conheça minimamente a história do estado se sentir parte. É o passado e o presente, a memória e o moderno, colocados lado a lado. É um discurso simples, direto que qualquer pessoa entende. É um sentimento, uma história, presente em apenas uma palavra associada a uma imagem.

Bibliografia:
·         http://www.ioerj.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=231 acessado dia 06 dezembro 2011
·         http://www.ioerj.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=256 acessado dia 06 de dezembro de 2011-12-06
·         Canclini, Néstor Garcia. O consumo serve para pensar. In Consumidores e Cidadãos. Rio de Janeiro: UFRJ, 1995, pags. 51-70 [#, §].
·         Lopes, Maria Immacolata Vassallo de. Mediações na recepção: um estudo brasileiro dentro das tendências internacionais. Artigo apresentado no Congresso da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación, 1999
·         Motta, Luiz Gonzaga. Para uma antropologia da notícia. Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, Vol. XXV, nº 2, julho/dezembro de 2002, pags. 11-41.
·         Antunes, Elton. Enquadramento: considerações em torno de perspectivas temporais para a notícia. Revista Galáxia, São Paulo, n. 18, pags. 85-99, dez. 2009

·         BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1995. p.277-289.

6 de dez de 2011

[Trabalho da ECO] Filme: Cidadão Boilesen


Título original: Cidadão Boilesen
Lançamento: 2009 (Brasil)
Direção: Chaim Litewski
Duração: 92 min
Gênero: Documentário

‘Cidadão Boilesen’ é um documentário que se utiliza de diversas técnicas audiovisuais desenvolvidas ao longo da história do cinema. Há imagens de arquivo, documentos com voz over ressaltando as partes relevantes ao documentário, além de entrevistas com jornalistas, militares, políticos, familiares, amigos e pessoas que de alguma forma participaram da vida do personagem principal, o já falecido Henning Albert Boilesen. Pode-se dizer que as entrevistas geram a verdadeira cara do documentário, com a presença de informações aparentemente contraditórias quanto ao caráter de Henning. De um lado temos o depoimento do filho – Henning Boilesen Jr. – que ainda acha que o pai é um herói e toda essa história é uma grande ficção, em seguida temos o depoimento do Carlos Eugênio da Paz, que foi militante do MRT e conta como fez parte dos planos de execução do empresário. Usando os subgêneros dentro do documentário exemplificado por Bill Nichols, o classificamos como um documentário participativo. O filme quer mostrar uma perspectiva mais ampla e histórica e para isso usa a entrevista. “A entrevista permite que o cineasta se dirija formalmente às pessoas que aparecem no filme em vez de dirigir-se ao público por comentário com voz-over. No documentário participativo, a entrevista representa uma das formas mais comuns de encontro entre cineasta e tema.” (NICHOLS, Introdução ao Documentário, 2006).
O diretor desse filme foi Chaim Litewski, que em entrevista ao site ‘cineclick.com.br’ conta que já conhecia os rumores sobre o Henning desde 1968, quando o viu em entrevista na extinta TV Tupi, e o mesmo o intrigou de tal forma que continuou pesquisando ao longo dos anos. A idéia inicial era escrever um livro, porém este já havia sido lançado na Dinamarca – país de origem do Boilesen – resolveu continuar pesquisando e criar um documentário, pois sempre achou essa história muito parecida com ficção. Ele conta ainda que o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra se recusou a gravar uma entrevista, e se disponibilizou apenas a responder as perguntas e enviá-las. Como essa foi a primeira vez que o Coronel deu um depoimento sobre a Operação Bandeirante e falou sobre o Boilesen, o diretor quis usar a entrevista, então pediu a outra pessoa para ler as respostas e acrescentou ao filme.
Chaim Litewski conclui a entrevista falando: “Como diretor, não quero dar respostas ou indicar o que é certo ou errado, mas, na medida em que o documentário oferece um leque de visões, opiniões, conceitos e memória sobre a época discutida, eu certamente espero que auxilie o espectador interessado em um entendimento maior sobre o período em questão. Espero também o filme que sirva de ponto de partida para que se estude mais profundamente esse tema. Para mim isso já seria uma grande vitória.” (LITEWSKI, em entrevista ao site cineclick.com.br)
As entrevistas, sem dúvida, guiam o filme. Mas um documentário apenas com isso seria monótono e não chamaria tanta atenção. Assim, para gerar um contraponto e ajudar na reflexão do publico, há cenas de filmes de ficção, que são inseridas como que para ilustrar o que estava acontecendo na época no Brasil.
O filme que é usado principalmente para ilustrar a morte do personagem é o “Pra Frente Brasil”, que é de 1982, ou seja, foi produzido em plena ditadura, por Roberto Farias. Esse filme é uma ficção cuja história fala sobre o que está acontecendo com o Brasil enquanto a população está prestando atenção nos jogos da copa do mundo de 1970. É interessante notar nesse filme como as referencias as militares são mínimas e não há uniformes dos mesmos em nenhum momento do filme. O único ‘coronel’ que aparece no filme está apenas com uma roupa verde, quase da mesma cor que os uniformes do exercito.  O diretor Roberto Farias aparece no filme ‘Cidadão Boilesen’ contando como quis fazer um filme que não sofresse censura, porém no dia seguinte da estréia, este foi censurado. Ainda nessa entrevista, nos conta que o nome do empresário no filme “Pra Frente Brasil”, que se recusa a ajudar o Antonio Fagundes a encontrar seu irmão e confessa ajudar financeiramente a tortura, foi baseado no nome do Boilesen, assim qualquer semelhança não foi consciência. Ele conta que mesmo na época já existia os rumores e ele quis fazer uma ‘homenagem’. Celso Amorim, na época presidente da EmbraFilmes, e a pessoa que aprovou o financiamento do filme “Pra Frente Brasil”, diz em entrevista no filme “Cidadão Boilesen” que teve que renunciar ao cargo assim que o primeiro filme foi ao ar, em 82.
Para se diferenciar dos outros documentários, Chaim ainda faz uso da leitura da peça “Sonata Tropical”, do dramaturgo Roberto Elisabetsky. Os atores Paulo Betti e Tuna Dwek que realizam essa “ficção” dentro do documentário. Essa peça tem como temática a intervenção dos empresários na época da ditadura justamente para deter as lutas armadas. A peça foi escrita depois da experiência do dramaturgo, que estava passando pelo local onde aconteceu o assassinato do empresário.
Durante todo o filme percebemos duas visões de mundo, uma que denuncia o personagem, chamando-o de torturador, financiador da ditadura e outras coisas, mas em seguida permite-se entrevistas com pessoas como o filho, amigos próximos ou representantes de empresas americanas que defendem suas ações como necessárias para manter “a paz no país”. Percebemos que na primeira metade do filme o personagem é mais simpático, uma criança normal, um cara que atingiu seus objetivos vindo ao Brasil e se tornando diretor de uma empresa tão grande e poderosa como a Ultragás – maior empresa de gás do Brasil à época. Já na segunda metade do filme, somos apresentados a um lado mais obscuro do personagem, as ‘provas’ que levaram a resistência o colocar na lista e posteriormente assassiná-lo.
A imagem de Henning está sempre sendo contraposta durante todo o tempo no filme. Uma das entrevistas mais interessante é com a Helga Mohr uma arquivista do arquivo municipal de Fredericksenberg que abre o boletim da época de colégio e mostra como ele era apenas mais um aluno regular. Ainda tinha uma observação nesse boletim, só mostrada na segunda metade do filme, em que ele teria participado de um incidente durante o tempo escolar. Foi um caso simples, que chamou a atenção do professor o suficiente para reportá-lo e leva o espectador a pensar se desde criança ele já não era um tipo de torturador.
Durante todo o filme a imagem de Boilesen é construída e desconstruída como um mito, um pessoa além do seu tempo, um sociopata que tortura pessoas.
Um contraponto bem forte nesse filme é entre o Carlos Lamarca, um ex-capitão do exercito que desertou e virou um líder da resistência a ditadura, e o Boilesen, um empresário estrangeiro, que vem ao Brasil, assume um cargo importante em uma empresa de base no país, financia a ditadura militar chegando a participar e trazer equipamento para facilitar a tortura. Esses dois personagens são vistos e colocados como opostos nesse filme. Percebendo nas entrelinhas, vimos como Lamarca era o herói da resistência, enquanto Boilesen era um sociopata, com um grande lado negro.
Há ainda no filme a presença de propagandas militares e músicas da época, sempre com imagens contrastantes. A música é para levantar o astral do povo, e as imagens são da polícia acabando com as manifestações. É possível perceber que o cineasta queria produzir um filme o mais neutro possível, permitindo a fala de várias partes envolvidas, porém percebemos também que o caráter de denuncia acaba prevalecendo.
Durante o filme é deixado claro que o Boilesen era apenas um nome no meio de muitos outros, ou seja, sem o apoio do empresariado da época, seria impossível para os militares darem o golpe e se manterem no poder por tanto tempo.


Bibliografia:
·         NICHOLS, B. Introdução ao Documentário. 2006 Editora Papirus.

28 de nov de 2011

Livro: Paixão

O terceiro livro de Fallen, que já saiu há algum tempo mas eu estava esperando baixar o preço para comprar... :)
Como já tinha comentado, a capa não é tão bonita quanto as outras, mas a Record fez com uma textura que ficou bem legal...
Quanto a história, me senti um pouco jogando Carmem Sandiego através do tempo... A nossa querida personagem principal, Luce, resolve viajar no tempo até a origem de tudo para descobrir se o seu amor por Daniel é verdadeiro ou se eles estão apenas presos nessa rotina. Tudo leva a crer que a Luce fez alguma coisa nessa viagem que permitiu sua longa vida atual... que ela mudou alguma coisa, mas ninguém sabe bem o que.
Ou seja, o livro é basicamente uma quase aula de história... Afinal a Luce já foi maia, egípcia, viveu numa ilha isolada, já foi da corte, já foi chinesa, conheceu Shakespeare e foi uma atriz em sua peça, enfim... nesses milênios de história, eles já foram de tudo um pouco, e de alguma forma sempre estiveram no lugar certo e na hora certa...
Surge mais um grupo de seres que ainda não foram bem explicado o que são, os seres da balança... pelo que entendi, eles seriam os responsável pelo balanço entre o bem o mal, os responsáveis pelo equilíbrio de nosso mundo.
Como em todas as vidas, Lucinda tem um nome parecido com esse, como se fosse derivados do mesmo, ainda acho que ela vai representar mais que uma humana normal, presa nessa maldição...
A personagem ganha um companheiro de viagem inusitado, que altera o que aconteceria? O fato é que ele ajuda ela a ir até o final, ele a guia, e ela vai, logo acabei não achando muito relevante a reviravolta final, que aliáis foi bem previsível.
Claro que Daniel também está viajando no tempo para tentar encontrá-la e trazê-la de volta, mas por algum motivo misterioso, ele sempre chega atrasado. A Luce da época já morreu... E no final, um ser da balança, surgido do nada e completamente sem explicação que o leva onde ele deveria ir.
No final do livro, conhecemos as falas da maldição, e meio que entendemos a brecha... criada por essas viagens. A maldição foi lançada quase que por um acordo entre Deus e o Diabo... (muito bizarro, não?)
O mais engraçado da maldição é que não diz respeito a Lucinda... a forma como eles se conheceram pela primeira vez não é descrita aqui, nem o motivo dessa história de amor pertubar tanto o balanço entre bem e mal.
O livro é bem redondinho, com a escolha do amor acima de tudo, acima da guerra, acima do ódio, acima de qualquer outra escolha. Quase diria que é o livro final se não fosse o último capítulo, na real, acho que os últimos parágrafos do livro, nos fazem pensar que haverá uma continuação
Nesse livro a história de amor é realmente bastante melosa, e praticamente só existe ela em todas as suas formas. Senti falta dos outros personagens tão divertidos dos dois primeiros livros que praticamente somem. Nem Cam aparece quase...
Aquela discussão sobre o que é bem e mal, a história ser escrita pelos ganhadores, praticamente morre nesse livro. Satã é malvado mesmo, e as escolhas do inferno sobre o céu dos anjos se deu depois de decepções amorosas...
Achei que o livro perdeu muito do que ele já tinha conquistado nos primeiros volumes. Espero que no próximo ela retorne com os personagens periféricos mas essenciais para tornar a história mais legal...

Pelo site da autora, teremos mais um livro, com o nome "Rapture" que seria o final, a última prova de amor do casal principal... e tem uma capa bem bonita também...

Se você ainda não começou a ler a série, espere sair o último livro e leia todos de uma só vez...

23 de nov de 2011

Livro: A viagem de Théo

Confesso que já li esse livro há muito tempo, então não lembro muito de detalhes.
A resenha será com base naquilo que lembro...
O livro conta a história de um menino, chamado Théo, que descobre ter uma doença rara e sem cura "ocidental". Ele tem uma tia com bastante dinheiro, e já com uma resposta negativa nas mãos, eles resolvem rodar o mundo, conhecer as religiões e quem sabe encontrar uma cura espiritual ou algo do genero?
E é isso o livro inteiro, que é bem grande. Eles falam desde o mundo católico ao hindu, passando pelo busdismo e islamismo. Sem nenhuma gota de preconceito religioso, a tia e Théo vão conhecendo os líderes religiosos, que vão explicando sobre a religião.
Para deixar com um ar mais jovial o livro, entre um país e outro são sempre liberadas charadas, para que o leitor possa tentar descobri antes do personagem qual o próximo país/religião eles irão conhecer em seguida.
Bom, foi um livro que abriu meus horizontes, até porque eu não sou a pessoa mais religiosa do mundo, e confesso que nunca gostei muito do catoliscismo, mas até o padre é simpático aqui... :)
Todos os líderes são tolerantes religiosos, e em algum momento conversam entre si. A tia é super bem conectada por conseguir tantas conversas com pessoas de tão alto nível em todas as religiões.
Claro que por ser um livro meio infanto-juvenil, não é muito profundo cada religião - até porque é um livro só... e cada religião tem a sua própria Bíblia.
Assim, se você tem curiosidade de conhecer um pouquinho mais sobre as outras religiões, aquelas que não estão bem ao seu lado e é mais difícil encontrar praticantes, esse livro é uma boa pedida.
Estou pensando seriamente em relê-lo nas férias...

20 de nov de 2011

Livro: Academia de Vampiros 4

Bom, já contei minha impressão sobre os 3 primeiros volumes, e o quarto volume não muda muito o que já estava acontecendo...
Me decepcionou um pouco, pois achei que os Strigoi malvados teriam algum mínimo de consiência, o que percebi não irá acontecer... Nem será nada muito Angel (de Buffy - a caça vampiros) que o vampiro malvadão ganha uma alma e muda...
Parece que encontraram uma cura pra os Strigoi, uma forma de voltar a vida... o que pra mim foi a pior das opções que a autora poderia ter...
Mas como sempre, ainda não acabamos o ano escolar das meninas... de fato, ainda faltam 2 meses para acabar, no FINAL desse livro. Assim, ela foi pra Rússia, para Sibéria, conheceu muitas pessoas, matou muito Strigoi, virou uma lenda local, encontrou o Dimitri, foi "prostituta de sangue" por algum tempo, conseguiu uma fuga espetacular da mansão dos Strigoi que estava presa, foi salvar a Lisa em pensamento... tudo isso, em apenas 2 semanas... ainda não sei como o tempo funciona, mas acho que vai aparecer uma bruxa falando que o tempo passa mais lentamente para essas pessoas...
Mas enfim, é uma continuação tranquila, nada extraordinária, mas é uma boa história para passar o tempo. E uma boa história de vampiros, pra quem curte...
Ainda acredito que esses 6 livros poderiam ser 3 sem perder muita coisa e sendo muito mais interessante...

11 de nov de 2011

Livro: Academia de Vampiros (1, 2 e 3)

Já estava meio cansada de vampiros na minha vida. O problema é que sempre que uma coisa assim fica na moda, eles exageram e lançam 1 milhão de livros e histórias parecidas de alguma forma, afinal tem até um certo ponto que é possível variar para criar seus próprios personagens...
E só comprei esses 3 primeiros livros da série por 2 motivos: o primeiro e mais importante, estavam numa promoção muito grande no submarino.com e o segundo foi que achei que fossem apenas os 3 volumes...
Descobri que na real são 6 livros, logo, ainda não li o final e começarei falando apenas desses livros iniciais, já lançados aqui no Brasil.... O 4º já foi lançado também, e estou lendo... os dois últimos ainda devem demorar um pouquinho para chegarem por aqui...
De vez em quando, participo de um Clube do Livro que uma amiga minha me chamou pra ir, e numa das vezes que participei, lembro da mediadora comentando sobre essa série, como era boa e tudo... ficou no cantinho do meu cérebro, para se um dia eu tivesse acesso... quem sabe?
Bom, estou apaixonada pela série! É de fato muito boa, e a autora conseguiu renovar o mundo vampiro.
Minha única crítica para esses livros é que a história poderia ser resumida em 2 livros, 3 foram exagerados. Ela demora muito tempo para as coisas importantes acontecerem, e perde muito tempo em detalhes... enrola bastante e o tempo não passa... (ficcional, claro!). A personagem mata, morre, se apaixona, trai, desiste, volta a acreditar, e no final se passaram 3 meses... afinal, esses 3 livros são o último ano de colégio da protagonista...
Falando da história, tenho que começar explicando o mundo em que acontece... Seria um mundo muito parecido com o nosso, mas existiram 3 seres quase sobrenaturais - 2 tipos de vampiros - os Strigoi que seriam os vampiros mortos-vivos do mal que matam quando querem sangue, e os Moroi que seriam os vampiros vivos que não matam e bebem apenas dos fornecedores (viciados humanos que deixam ser mordidos em troca do prazer que gera essa mordida), e um cruzamento entre vampiros e humanos chamados de Dampiros.
Eu sei, é uma viagem bem grande... e com um pouco de genética na situação, os Dampiros para se reproduzirem necessitam de um Moroi. Entre eles a reprodução é impossível... Por esse motivo existe uma certa ordem nas coisas...
Para começar, os Moroi vivem em um sistema de monarquia, com as famílias reais e tudo. Segundo, os Dampiros acabam se tornando guardiões para protegerem os Moroi e garantirem a continuidade da espécie (oi?!). Os Strigoi são excluídos da sociedade, e normalmente vivem em grupos pequenos ou sozinhos... (mas eu ainda acho que eles possuiem uma sociedade própria ainda não revelada)...
Enfim, o que estou gostanto muito desse livro é o fato da personagem começar a se questionar porque essa ordem, se ela deve mesmo seguir, se vale a pena lutar uma luta que não é bem dela... Esses questionamentos são bem discretos e muita gente pode nem percebê-los, mas são bem inteligentes... ahhh, claro que nesse meio tempo ela se apaixona...
Enfim, é uma história que se eu explicar muito, ela vai ficar meio idiota, mas quando você lê, ela é muito boa, logo super recomendo!!


E sendo bem sicera, não leia a capa do livro porque aquele resumo lá é péssimo e não condiz com a história...

24 de out de 2011

Aleatório: Qual o seu propósito?

Outro dia em uma aula me fizeram essa pergunta, que é bem típica de entrevistas para estágio/emprego. Confesso que fiquei parada pensando...
No que eu acredito? Meu primeiro pensamento foi que eu não acredito em nada. E de fato, não penso que as coisas podem mudar. Não acredito que uma só pessoa possa fazer diferença suficiente para mudar o mundo. Acredito que a evolução ocorre naturalmente, e como disse Darwin, apenas os mais aptos sobrevivem. Mas sobrevivem a que? As mudanças naturais, que não foram causadas por alguma pessoa, ou em outros termos, ao mercado de trabalho, a faculdade, a vida - De fato, só os mais adaptados conseguem passar pela vida...
Não acredito que movimento estudantil possa fazer diferença na política do país, mas acho que faz parte de ser pessoa se envolver com isso pelo menos uma vez na vida, apenas para se desiludir no final, ou morrer lutando, acreditando...
Não acredito que uma decisão errada vai estragar sua vida pra sempre, mas com certeza ela pode complicá-la e te dar um trabalhão para arrumar a bagunça. Mas nada é definitivo.
Não acredito em religião, mas aceito que pessoas que acreditam em uma normalmente tem mais certeza da vida, e como isso acabam mais bem adaptadas a sobreviverem.
Não acredito em homeopatia, mas tenho que aceitar que funciona...
Mas no final, cheguei a conclusão que acredito que no nosso sistema atual de política/ensino todo mundo tem pelo menos uma chance de crescer e mudar. Para algumas pessoas, é mais fácil se adaptar, para outras, tem que correr mais atrás, porém querendo, é possível evoluir.
Mas qual é o meu propósito? O que eu tenho a acrescentar?
Eu tive a coragem de mudar quando vi que estava no caminho errado. Não me arrependo, mas até hoje escuto reclamações.
Eu tinha um plano de vida, agora tenho uns 10 diferentes. Achava que as coisas aconteciam de uma determinada forma, linear, uma em resposta a outra. Agora acho que tudo é acaso. Pensava no "e se eu tivesse feito daquele jeito" com bastante frequencia, agora sei que essa possibilidade jamais existiu, e que tomei a decisão que precisava, na hora que devia. Não há como voltar atrás, e tentar encontrar explicação no passado para o seu presente é apenas perda de tempo. Não tente prever o futuro.
A decisão é sua. Tome quando achar que deve, e não olhe para trás... "e se" é perda de tempo!

10 de out de 2011

Dexter: o Livro

Como já tinha postado anteriormente, adoro essa série da Showtime. Acho que Dexter é o único serial killer que torçemos por e não queremos que seja descoberto.
Como já tinha dito, não queria pegar o livro, porque curto muito o seriado e acho bem difícil o livro ser melhor, e qual a graça de ler sabendo a resposta?
Bom, vou começar dizendo que o livro NÃO é igual a série em muitos aspectos. O final do primeiro livro não é o final da primeira temporada.
Concordo que a maior parte do livro passei com uma sensação de estar relendo, mas como faz bastante tempo que vi a primeira temporada da série, não me importei com isso. Em alguns momentos, me deu vontade de pegar a série para rever. Se tiver tempo, quem sabe não faço isso de fato...
A série tem cenas interessantes e diferentes do livro que senti falta. Na série há uma complexidade maior no personagem e menos sobrenatural... É isso mesmo, no livro o Dexter tem uns sonhos premonitórios...

*Spoiler Alert* - Se você não quer saber, não leia!

Mas o que me fez querer muito ler a continuação foi o final do livro. A resposta é a mesma. O serial killer é o irmão dele, e por isso ele tem aquela conexão maior do que qualquer coisa. No livro, eles são fisicamente mais parecidos - coisa que não ocorre no seriado.
Masuka, LaGuerta, Doakes (quem se lembra dele?) e Angel estão no livro perfeitamente. A única que não é a mesma coisa na série e no livro é a LaGuerta - que no livro morre no final!! E por isso quero muito ler a continuação. E o Dexter não mata o irmão, ou seja, ele deve voltar nos próximos livros. E a Deb não tem como não saber do segredo dele depois do último capítulo...
Nossa, quero muito o próximo livro...

Alguém ai  tem pra me emprestar?

4 de out de 2011

Livro: A Fera

Já escrevi aqui sobre o filme Beastly com a Vanessa Hugens em um dos papéis principais. Recentemente, descobri que existia o livro. Uma promoção na internet e o livro chegou.
Confesso que demorei pra ler, o que indica que o livro não é lá muito bom. A história é bem Disney.
É a história da Bela e a Fera, como se pode imaginar pelo título, contada pela Fera - o que já gera algum diferencial. E para tornar minha espectativa maior ainda, se passa em Nova York nos tempos de hoje. Eu sei que o filme não foi o melhor do mundo, mas geralmente os livros são bem melhores, mais detalhados e com mais pensamentos explicitos. Infelizmente, esse  não é um desses...
A história é básica, as maiores inovações são as que passaram pro filme: Como o fato do pai da Bela ser um drogado, que troca ela por drogas e o da fera ser um apresentador de TV que não liga pro filho e acha que beleza é tudo, o tutor cego... O filme ainda tem uma vantagem que a Fera na realidade era de tatuagens e etc... que foi um toque bem interessante. No livro, ele se torna uma fera mesmo, com pelos, garras e uiva.
Confesso que estava esperando que a mágica e as transformações fossem mais subjetivas e o livro fosse menos "não importa a beleza exterior e sim a interior" - coisa que é repetida em quase todos os capítulos. Esperava mais NY e mais confuções. Mais momentos tristes com um menino que era o mais popular do colégio e de repente não podia mais sair de casa por ser muito feio. Queria mais revolta, mais luta e menos conformismo. A contagem do tempo eram duas pétalas perdidas...
Esse livro tinha tudo pra ser muito legal, mas ficou tão infatil, não teve muita diferença pro conto original. Assim, prefiro ler o original mesmo.
Um ponto pra esse livro foram as salar de bate papo online dos personagens de outras histórias. O sapo que tem problemas pra teclar, a pequena sereia decidindo se faz parceria com a bruxa em troca da voz, o homem urso e a rosa branca e vermelha (não conheço esse conto... se alguém conhecer e quiser me contar, agradeço).
Se você é fã dessa história e quer ler de novo, esse é um bom livro. Mas se você espera o conto com alguma inovação, esse livro não serve!...

3 de out de 2011

Série: Awkward.

Essa é uma série da MTV. E não nega a origem. Como todas as séries do canal, falam de sexo, não tem nada de inocente, as pessoas são malvadas e claro, é uma comédia.
A série conta a vida de Jena, uma menina que sempre foi a invisível do colégio, até que recebe uma carta bem malvada, falando coisas como "você poderia desaparecer que ninguém notaria" e dai por diante...
Nesse mesmo período, sofre um acidente em que as pessoas acreditam que ela tentou se matar. Ai ela vira quase popular na escola...
Além disso, como sempre, temos o jogador de futebol lindo que gosta dela, faz sexo com ela desde o primeiro episódio, mas não quer mostrar ela pra todo mundo. Tem o melhor amigo desse jogador, que também é um gatinho, e se apaixona por ela. Tem a melhor amiga, doida por atenção e status social. E tem um chinesa completando o trio de amigas que não serve para nada na série, só pra ocupar tempo....
Além disso, a cheerleader malvada tem problemas de peso e sofre com uma mãe malvada... O que nos faz pensar que ela talvez não seja tão malvada assim...
Tem a mãe, que teve a Jena quando tinha 16 anos e ainda estava no ensino médio. Mais doida que a filha, com os peitos comprados e querendo sempre que a filha seja mais sensual. O pai casou com a mãe depois de engravidá-la. Parece ser mais sensato na relação, mas ainda não entendi como um cara daquele jeito se mantém casado com a mãe da Jena.
Discussões adolescentes são feitas de maneira bem interessante. Sexo, drogas, festas, status social, relação pais e filhos, estudante e conselheiro. Tudo tá ali, mostrando uma dura realidade que é um pouco brasileira também, porque não?
É um série pequena, de 12 episódios, que não sei se foi renovada. Eu me surpreendi com a mesma. Vale a pena dar uma conferida!

2 de out de 2011

Filme: The Mistress of Spices

Esse filme é um mistura Índia-EUA. Quando vi isso, já achei de cara interessante e válido da minha atenção. Mas como as coisas andam um pouco tumultuadas, estava sem tempo para ver, apesar já ter o arquivo aqui no computador a algum tempo.
Hoje finalmente consegui assistir. E recomendo. É um romance, com tanto açúcar que parece mel. Mas as tradições do temperos chamam bastante atenção.
Enfim, a história é sobre uma garota indiana, e como qualquer pessoa tem suas tradições. Ela nasceu com um dom de entender e ver coisas que não são claras para a maioria das pessoas. Entre essas coisas, ela consegue conversar com os temperos, e depois de uma conversa com o cliente, ela sintoniza e percebe qual o tempero que aquela pessoa precisa.
Mas para ela manter esse dom, ela precisa seguir regras, como em toda a boa história, que são 3. A primeira é nunca usar os temperos para o desejo próprio. A segunda é nunca poder sentir o toque humano, e a terceira é que a loja de temperos fornece tudo o que necessecitas, e por isso não pode sair da loja.
São dadas várias opções de cidades para ela ir depois que "se forma" em "dona dos temperos" e ela escolhe São Francisco.
Ela vive bem por um tempo, até que claro, como em toda a boa história de amor, aparece o menino lindo que as pimentas do reino ficam avisando para ela se afastar, e obvio, ela não se afasta...
Enfim, tudo encaminhado, é esse o filme...
O que mais me chamou atenção foram os vários planos detalhes que esse filme possui. Em todos os temperos, a camera está lá, mostrando em detalhes. Cameras próximas, brincadeiras com Zoom, e claro, as cores como em todo o filme indiano. Acho que isso tornou o filme mais valioso que a história em si. Além da música, que é uma mistura de hip hop americano, com aquela música típica indiana o que gerou algo diferente mais muito gostoso de escutar.
É um filme que descobri muito por acaso, e estou passando adiante, porque vale a pena! Assistam!
E diga-se de passagem, a indiana que faz a protagonista é linda! E o Dylan Mcdermott também está muito gato nesse filme!

24 de set de 2011

#Fikadica Rock In Rio

Primeiro dia de Rock in Rio, e tinha comprado o ingresso.
Fui com o onibus especial programado pela organização, que considero a melhor opção. É R$30,00 - 15 cada perna da viagem, mas de te deixa do lado da cidade do rock - único método de transporte que te deixa tão perto. Todos os outros tem que andar bastante. E na volta, apesar de ter que esperar um pouco para encher os onibus e mandar ir, foi bem organizado.
Quando cheguei no Rock in Rio, confesso que esperava mais da tão falada montanha russa - patrocínio da Chilli Bean. É bem pequena, apesar de ter um micro loop. As filas já estavam gigantesm de todos os brincados. O Kabun, patrocinado pela Bis, parecia coisa de parque infantil. pequeno e sem graça. E com muita fila também.
A roda gigante do Itaú - não achei que combinou com a marca - parou na metade da festa, e acredito que muitas pessoas, eu inclusive, não conseguiram ir. Ou seja, se a ídeia é ir nos brinquedos, chegue cedo e esteja preparado para pegar filas. Quanto a tão falada tirolesa, teve uma menina que parou no meio do caminho. Não pegou impulso suficiente e lá ficou. Depois disso, fecharam o brinquedo. Não funcionou durante os shows principais, então se você queria, como eu, passar em cima da multidão gritando na hora do show, isso não vai acontecer.
Confesso que tava esperando mais da Coca-Cola... a única coisa que pode fazer naquele stand é gravar um vídeo que pode ou não aparecer no telão do palco mundo no intervalo dos shows...
Quanto a alimentação, lá dentro tem Bob's em todos os cantos, mas os sanduiches são a lá Hot Pocket. Confesso que preferir ir no Informal e comer um escondidinho, 3 reais mais caro que o sanduiche e me alimentou bem melhor.
A água varia bastante de preço dentro da cidade do rock. No meio da multidão, custa R$5,00. No Bob's é R$2,50. Nos ambulantes que não estão no meio da multidão é R$4,00. Então fiquem atentos. Se vai ficar no meio da muvuca, já compra água no Bob's e leva pra lá.
Apesar da organização falar que aceitam cartão lá dentro, é melhor levar dinheiro, e trocado. Assim a fila é menor, anda mais rápido. De fato tem caixas eletronicos Itaú. Quem não é cliente do Itaú, provavelmente paga taxa extra e só pode tirar dinheiro se for do cartão de crédito. Para quem for cliente itaú, existe ainda um guarda volume especial. Mas acabam os armários relativamente cedo, então se quiser, tem que chegar cedo.
Os shows são bem curtos, e com horário super controlado. Logo, os artistas só apresentam as músicas mais conhecidas. Assim, se você é super fã de uma banda, e queria ouvir aquela música lado b do disco, que só você conhece, desiste. Não vai ser no Rock in Rio que você vai ver.
O clube social tava dando biscoitos na multidão, mas uma das promoters resolveu vender por R$2,00. O cara responsável pela campanha deve ter ficado p** da vida. Mas também, precisava fazer os promoters usarem aquelas roupas?
Quanto a cerveja, só tem chopp Heineken, que é a patrocionadora oficial. Nos Stands, R$6,50. Com os ambulantes R$7,00. Sempre tem variação...
Meninas, nos banheiros não tem espelho, então se você quer retocar maquiagem ou qualquer coisa do gênero, leve seu próprio espelho. Mas fora isso, os banheiros estavam até bons. Só no final, que as pessoas porcas deixaram tudo nojento.
Para quem quer comprar camiseta lá dentro, as da loja de produtos oficiais, custa entre R$70,00 e R$80,00. Mas no final do show, lá pelas 3:30 da manhã, tem umas pessoas não autorizadas, pelo que parece, vendendo camisetas daquelas clássicas a R$30 reais, podendo baixar pra R$20. Eu me recuso a pagar 70 contos em um camiseta. Mas muita gente pagou.
Quem chegar cedo, se prepara pro calor, tem até fonte de água que as pessoas estava se molhando. Mas de noite, tem um vento friooo... Mas bem frio mesmo. Conheci duas paulistas que estavam reclamando do frio - logo, não é frio carioca. Leva casaco, ou se vai se molhar, uma muda de roupa para trocar.
Para finalizar, a cidade do rock tá uma graçinha, bem parecida com a Disney. Acho se a Disney fizesse um festival de Rock, seria como esse Rock in Rio. A rua do Rock é linda, apesar de ser apenas da direita. Se tivessem colocado as casinhas dos dois lados, daria uma ar mais.... fantástico.


Vale a pena conhecer o lugar, ver as marcas, assistir os shows, mesmo sozinho. Mas só iria um segundo dia se fosse com muito amigos para rir bastante.
#fikadica para quem ainda vai!! e 2013 tamos lá de novo! :)





ahh, e agora existe um motivo para não enforcarmos 2015 - o Rock in Rio... Isso quer dizer, tenho até 2014 para ficar rica e assim poder aproveitar Copa, Rock in Rio, Olimpíadas.

10 de set de 2011

Série: Fairly Legal

É uma série mais ou menos sobre advogados. Na real, a protagonista costumava a ser uma advogada, de família na carreira e é casada com um advogado... mas depois de um tempo, decidiu largar o direito e passou a ser mediadora - isto é, aquelas pessoas que tentam fechar um acordo antes de ir pro tribunal, e com isso economiza tempo e dinheiro de todo mundo - e ela é muito boa nisso, como em toda a série em que uma mulher como protagonista.
Interessante e diferente dessa série é o fato dela morar num barco, que por fora parece bem simples e pequeno, mas o espaço interno é bem considerável. Se passa em São Francisco - ainda é na California, mas todo mundo que conhece sabe que possui suas peculiaridades e não é uma cidade típica americana. Outro fator que me fez gostar da personagem é que ela considera todo mundo da família personagens do mágico de oz no celular. O pai é o grande feiticeiro, o marido é o homem de ferro, o assistente é o espantalho, e claro que a madrasta é a bruxa má do oeste. Mas essa brincadeira é deixada de lado muito rápido na série. Talvez pudesse ser melhor explorada...
A história começa com o pai dela já morto, presumidamente de velhice - mas seria interessante se a madrasta tivesse matado - a madrasta, que é uma mulher bonita, loira e quase da idade dela, assumi a empresa do pai, onde ela continua trabalhando com mediadora, o irmão dela, que também é advogado, resolveu largar a carreira pra cuidar da filha, um bebê super fofo, que infelizmente só aparece em poucos episódios. A relação dela com o irmão poderia ser mais interessante.
Ela está para se divorciar do marido, já moram juntos, mas nessa primeira temporada ainda não sabemos o porque.
Existe ainda um outro mistério que aparece episódio sim, episódio não...
No final, é uma série muito interessante, com muito potencial e pouco aproveitada. Histórias paralelas e explicação de algumas coisas são necessárias para que a segunda temporada valha a pena. Tem tudo para ser um grande sucesso nessa primeira temporada de 10 episódios, porém a audiencia não anda muito boa, mesmo assim, foi renovada para a segunda temporada.
Se prestarem atenção, no último episódio, a protagonista grita para a camera "eu vou voltar" - o que achei uma sacada genial do roteirista.
E aquela atriz é de fato muito simpática, apesar da foto nos sites para download ela parecer estranha e antipática, ela tem aquele sorriso que faz você se apaixonar pela atriz?

3 de set de 2011

Série: Outsourced

Há algum tempo que eu não sento na frente da televisão, em parte por falta de tempo, em parte porque meu computador me fornece todo o entreterimento audiovisual que necessito. Mas outro dia fui tomar café em frente a TV e liguei na Warner. Estava passando The Big Bang Theory, que é uma das minhas séries preferidas, então fiquei assistindo... e no intervalo estavam anunciando essa série: Outsourced. Como a Warner é com intervalos, a cada dois segundos, a mesma propaganda...
Enfim, me pareceu bem interessante, e fui procurar mais na internet mais sobre a série, talvez até assisti-la.

Achei, baixei e assisti. E recomendo.

É um sitcom, e como tal, cada episódio é de um pouco mais de 20 minutos, o que torna rápida de assistir. Tem 22 episódios, e foi cancelado depois da primeira temporada. Mas tem começo, meio e fim. O último episódio nos dá um final interessante.
Mas falando sobre a história, é um americano que é mandando da Índia para gerenciar o Call Center da empresa em que trabalha. Claro que os funcionários dele são uma piada e é cheio de clichês, como em todo o bom sitcom. Claro que os indianos fazem a dança, cantam... Bollywood é citada e algumas partes da cultura bem evidenciadas.
Não é um drama tão bem produzido quanto "Caminho das Índias", mas as novelas brasileiras são bem maiores e ocupam muito mais tempo.
Fica bem evidente o pensamento americano que apenas eles, ou uma australiana - que tanto o sotaque quanto a aparencia me lembrou muito uma amiga inglesa - podem gerenciar verdadeiramente um Call Center indiano.
A crítica as empresas americanas também está presente, quando percebemos que eles desestruturaram toda a companhia, colocando o Call Center na Índia, a fábrica na China, o RH no Haiti... Só a venda dos produtos é de fato nos EUA... Faz parte da comunicação globalizada.
Mas os intem que são vendidos no Call Center são as besteiras americanas, como poça de sangue de plástico, vomito, e quase um sex shop também, com vários brinquedos do gênero.
Bom, é uma série para passar o tempo, rir um pouco, e claro, aproveitar o amor entre culturas distintas.
Só uma pequena observação, quando estava pesquisando sobre a série, para saber se tinha sido renovada ou não, descobri que na realidade ela é baseada em um filme com o mesmo nome. Quanto tiver tempo e achá-lo eu assisto.

27 de ago de 2011

Série: The Glee Project

Não é novidade pra ninguém que eu gosto de Glee... de fato, sou uma verdadeira Gleek - expressão usada pelos fãs...
Vejo os episódios mais de uma vez, reconheco muitos erros de gravação, e diferencio a voz dos personagens nas músicas, que são grande parte do meu repertório no computador...
Mas enfim, quando vi a idéia de fazer um reality show com o evento, não entendi o conceito, não curti... Acho que porque aqui no Brasil não temos muito costume de ver esse formato de programa... (com excessão do BBB). Então começei a ver essa série por pura carência... Isso mesmo, queria novos episódios de Glee, estavamos entre temporadas, logo não tinha novos episódios, e a única coisa disponível era o Glee Project...
Nos primeiros episódios, não curti... A única coisa que achei interessante desde o começo foi conhecer como funciona o behind the scene do glee, já que os responsáveis pelo evento eram os responsáveis pelo glee, inclusive o Ryan Murphy - criador da série - que dizia quem saía a cada episódio. Tinha o Zack lindo, que é o coreógrafo, e a Nikki responsável pelos vocais!
Mas os personagens demoraram pra se mostrarem capazes de serem glee, apesar de fisicamente, terem sua correspondencia no glee original...
Ai no terceiro episódio da série, o episódio que a Emily sai, eu me encantei. A versão dela de Grenade, do Bruno Mars, foi fantástica. E não pude acreditar que ela foi a eliminada.... pra mim foi a melhor canção da série total...
Mas mesmo depois disso, tiveram vários outros numeros interessantes. E o formato da série nem fica muito reality show... é dinâmico, divertido e não importa saber quem saiu ou não... vale a pena ver pelos números musicais, as danças. Serve também pra conhecer um pouco mais dos idealizadores do Glee...
Enfim, é uma série que curti muito, e a todos os Gleeks de plantão, recomendo - isso é, se você não já tiver assistido, né?
curiosidade pra quem tá por fora total: o Mateus, um dos queridinhos do Ryan, é brasileiro! pena que ele saiu na metade do programa....
E os quatro finalistas vão ganhar episódios em show! 2 deles os 7 episódios prometidos aos vencedores, e os outros apenas 2 episódios! Mal posso esperar pela próxima temporada - que começa dia 20 de setembro!!

20 de ago de 2011

Filme: Desenrola

Já tinha baixado esse filme para o computador, mas ainda não tinha tido paciencia de ver... A idéia me pareceu legal, lembro que vi o trailler a bastante tempo atrás e tinha curtido... mas sei lá... um filme sobre ensino médio brasileiro? Como isso poderia ser bom? E ainda vários filmes brasileiros tem me desapontado, que penso muitas vezes antes de pagar para assistir no cinema...
Mas para a minha feliz supresa, amei esse filme. É divertido, alegre, os adolescente não são idiotas, tem romance, praia, discussão sobre medos, virgindade e até opção sexual.
Apesar de alguns atores terem aparecido meio sem sentido, como a Juliana Pães que faz uma pontinha, o filme vale a pena. Prende sua atenção, te faz querer mais...

Agora tem Spoilers, então se você preferir ver o filme antes de ler, sua escolha...

A história é sobre uma menina, que acabou de entrar no primeiro ano do ensino médio. Como quase todas as meninas nessa idade, está apaixonada por um menino mais velho - interpretado pelo Kayky Brito - e ela vira quase uma perseguidora dele, sempre com o melhor amigo - que está se descobrindo gay, mas ainda não tem certeza. A mãe sai em uma looonga viagem de 20 dias, e ela tem a casa só pra ela. Nesse meio tempo, ela tem a chance de perder a virgindade com o menino dos sonhos, porém quando fala que é virgem, ele recua. Dai ela resolve ir na de um não exatamente amigo, que diz que eles transaram, e assim engana todo mundo fingindo que não é mais virgem, e consegue perder a virgindade com o cara dos sonhos.
Claro que a história do filme é bem clichê, mas foi organizado de forma tão simpática, divertida...
Enfim, é um filme que recomendo e curti muito!!

16 de ago de 2011

Série: In Plain Sight

É uma série em que a protagonista é uma mulher forte, que tem uma família bem complicada, que depois de tudo depende dela financeiramente e emocionalmente, não acredita em amor e na possibilidade de relacionamentos funcionarem, é muito boa no seu trabalho e tem um parceiro que a entende e é apaixonado por ela, mas não demostra nunca, porque sabe que ela vai rejeita-lo (afinal, ele a conhece bem!).
Como os roteiristas das séries já deveriam saber, o que a personagem faz, seu trabalho, não é muito importante, desde que ela seja muito boa nele. A questão é ela chamar atenção e ter uma vida que se relacione com o público. E isso essa série consegue fazer muito bem.
Não que o fato dela ser uma "Marshall", que é uma polícia americana responsável pelo serviço de proteção a testemunha, deixe alguma coisa a desejar. Só acrescenta a personagem, que ensina as testemunhas como sumir no mapa, e ao mesmo tempo tem um pai criminoso que sumiu quando era criança e ela nem vai atrás para saber o que aconteceu, e como ele conseguiu desaparecer. ( Eu ainda acho que ele virou testemunha protegida, mas até agora na série ainda não falaram nada relacionado)...
É interessante conhecer um pouco dessa outra polícia americana, meia desprezada nos filmes e séries, e que honestamente, nem sei se tem um correspondente aqui no Brasil... e outros cenários, afinal essa série foge do California, NY normal das séries... Ela se passa em Albuquerque, no interior dos EUA...
Na vida dela, além do pai desaparecido, a mãe é alcoolatra, a irmã é traficante e ladra de carros, e ainda assim ela é policial. Gostava bastante da primeira temporada com o chefe da polícia de albuquerque... e realmente achei que eles deveriam ter um relacionamento menos profissional... mas ele saiu logo na temporada seguinte, deixando espaço para uma chefe de polícia que acaba namorando o parceiro da protagonista... Sim, o mesmo que acho que tinha que ficar com ela... mas fazer o que? Ainda não escrevo os roteiros...
Acabou a quarta temporada agora, e parece que foi renovada - assim espero porque quero muito continuação da season finale dessa temporada...
Agora é no aguardo...
Se você curte Bones, encontrará um monte de semelhança entre as personagens principais, sua história, como lidou com as coisas...

11 de ago de 2011

Livro: Nine Lives of Chloe King

A ABC resolveu lançar esse série, e como estava de férias, com tempo livre, começei a assistir.
Sinceramente, gostei de cara da série. Tem mistério, mitologia, me deixou querendo mais, querendo resolver o mistério. A maioria dos reviews da série que vi por ai, reclamaram bastante que os efeitos são fracos, e sim, tem uma garra meio estranha, e lentes de contato para parecer gato, mas as falas são bem boladas, o mistério te deixa intrigado, enfim, curti tanto que resolvi comprar o livro, pois não aguentava mais esperar para saber o que irá acontecer, e ver quais as diferenças entre o livro e a série. Então se você é como eu, que ficou procurando por spoilers do livro por ai, aqui vou colocar todas as coisas principais do livro, afinal ele está em inglês e pelo que eu saiba, ainda não tem editora nem previsão de ser lançado em português.
Só consegui colocar minhas mãos nos dois primeiros volumes... o terceiro a Saraiva ainda não me mandou... espero que chegue em breve...
Bom, quanto a lenda, a história é que no Egito antigo, havia um casal, onde a menina era Mai, e o menino era Humano. Eles marcaram um encontro, e os parentes e amigos do menino sequestraram e mataram a menina. Os Mai não gostaram da situação, e mataram todos os humanos num raio de 20 milhas. Dai começou a crença de que eles são malvados, demonios e etc... Desde então há lutas entre humanos e mai.
No livro não tem essa parada da Chloe ser A unificadora. A questão das 9 vidas sempre existiu nos líderes do bando, só que há algum tempo não havia um líder por perto, quer dizer, não um líder verdadeiro, com as 9 vidas, e a Chloe é uma "líder da matilha" (na falta de palavra melhor).
Quanto aos meninos do livro, existem o Alek e o Brian, sendo que Alek se escreve Alyek (é russo, pelo que falaram no livro). O Alek do seriado é muito mais simpático que no livro. Mas ainda assim, ele é o namorado da Chloe, e eles se pegam super super... a Chloe é uma menina com hormônios a flôr da pele, e beija vários menininhos mesmo e outras coisinhas... coisa que no seriado ficou meio infantil demais, e pouco adolescente... Mas enfim, ele é um Mai, que tem alguns problemas com o atual Líder - que não tem 9 vidas.
Quanto ao Brian, ele é da ordem da 10ª lâmina (blade); que é uma ordem descentes dos templários italianos, e toda a família dele faz parte, ele já nasceu nela. Inclusive aquela cena em que ele tenta beijar a Chloe e ela sai de perto e fala que não pode, ocorre o contrário no livro, uma vez que ele sabia que ela era tóxica a humanos, mas ela ainda não... Ele é muito mais simpático no livro, e de fato acho que ele e a Chloe vão reescrever a história do humano e mai apaixonados do Egito...
Ela tem vários sonhos com leões, e os antepassados, que não tem no seriado...
Para quem estar acompanhando o seriado, acho que vale a pena mencionar que não apareceram os "chacals" no livro, porém eles são uma meia fantasia da autora, e citados de maneira hipótica - se eu sou "mulher gato", porque não pode existir um "cachorro-homem"?
A mãe do Brian entrou pra ordem meio que sem querer, meio obrigada pelo pai dele, e morreu nas mãos de um marginal - humano - e não por mai, como o pai dele levou ele a acreditar.
E o segundo livro termina com o Brian fugindo da cidade, pois ele traiu a ordem e agora é procurado para ser morto. E o chefe do bando também quer matar a Chloe, que no final volta pra casa - ela tinha sido levada para casa dos mai, uma casa antiga cheia de mitologia e itens...
E os mai saem para caçar veados, como leões...
Bom, acho que isso é tudo... Se quiserem mais informações, só perguntar que o que souber eu respondo...
Só pra finalizar, o que é aquela propaganda da Kia no meio do episódio? Foi péssima e super mal bolada...

6 de ago de 2011

Série: Franklin & Bash

É uma série de advogados americanos, em Los Angeles. Os dois amigos inseparáveis são conhecidos no mundo do direito por fazerem as coisas diferentes, e dobrarem as regras sempre que possível. Eles são típicos advogados de boca de cadeia, que inclusive fazem coisas para ir passar 24 ou 36hrs na cadeia e distribuir cartão para as pessoas em necessidade.
Enfim, a série começa quando o Stanton Infield, um senhor bem diferente, resolve chamá-los para trabalhar no seu escritório grande e de "adultos". Como eles estão meio no vermelho, acabam aceitando o emprego, e levando com eles os dois empregados que já trabalhavam na firma deles. Uma ex-condenada que é excelente em achar pistar e descobrir o histórico dos clientes, e um indiano com medo de sair de casa, de germes, enfim, de praticamente tudo. São dois personagens bem interessantes, mas ainda pouco explorados nessa primeira temporada.
Ainda existe o sobrinho do Infield, que é um advogado sério. Mas quando ele toca a guitarra de Franklin, percebemos que tem mais ai que a seriedade do trabalho e o implicar dos protagonistas. Ainda é um personagem que mereçe mais destaque. Eu quero conhecer a história dele.
Essa série acabou a primeira temporada agora, que teve 10 episódios. Já foi renovada uma próxima, mas acredito que sem data para lançar ainda.
Não sou muito fã de série de advogados, mas essa de fato me cativou, por serem personagens interessantes e não depender apenas dos casos. É uma série que de fato nos faz rir!
Estou ansiosa esperando pela próxima temporada!

Segue o trailler se alguém quiser ver um pouco da série...

30 de jul de 2011

Série: Royal Pains

É uma série médica, o que me fez demorar pra assistir, visto que não curto muito séries médicas... Mas o nada para fazer de férias, me fez dar uma chance, até porque a série se passa nos Hamptons, e todos aqueles que já viram séries americanas que se passa em Nova York, sabe que os ricos de lá vão passar o verão nesse lugar e até então nunca tinha visto como seria a casa de férias de pessoas muito ricas.
Enfim, é uma visão interessante. E vale a pena perceber nessa série que toda a vez que passa a cidade de Nova York ela é cinza, feia... e os Hamptons são verdes, coloridos, simpáticos...
Mas a história é sobre um médico de emergencia de NY que comete um erro e sem querer deixa um bilionário morrer para 'salvar um menino de rua', e por isso é despedido do hospital e fazem com que nenhum hospital da região contrate mais ele. A noiva resolve terminar, enfim, a vida inteira dele está na pior. Até que o irmão divertido, um dos meus personagens favoritos, resolve levar ele até os Hamptons para passar umas semanas de férias. Mas em uma festa uma garota passa mal, ele a salva e acaba virando médico particular da região. Ganha dinheiro com os ricos, cuida dos pobres de graça... um Robin Hood da medicina (afinal, já temos um Sherlock Holmes, em House).
Quanto a parte medicina da série, é bem estranha, afinal ele usa objetos bem inusitados para salvar a vida das pessoas... as abre com estilete, estereliza com vodka e dai para pior... assim os casos não são muito críveis, mas os personagens são interessantes.
O engraçado é que a série é sempre no verão. A primeira E a segunda temporada se passaram num mesmo verão, o que me leva a crer que o verão nos Hamptons dura mais do que no resto de nós, mortais. Além disso, no final da segunda temporada, uma das personagens já estava grávida, de pelo menos um mês, e a terceira temporada seria no verão seguinte... e adivinha? a personagem ainda está grávida... o bebê nasceu só agora, no quinta episódio... Como é possível? gestação de elefante? e ainda tiveram a cara de pau de mandar o bebê pro centro de bebês nascidos prematuro... como assim?
Percebe-se que a natureza médica do seriado é meia duvidosa, mas vale a pena por essa nova visão de NY, para conhecer os Hamptons, e os personagens são bem carismáticos.
Ahh, o pai dos irmãos principais é o mesmo ator que fez o pai do Chuck, para quem curte...

29 de jul de 2011

Teatro: R&J Juventude Interrompida

Eu normalmente não escrevo sobre teatros, e não porque eu não vá assistir peças, mas porque fazia tempo que não via alguma coisa que realmente valia a pena escrever sobre...
Mas na quarta feira eu vi uma peça que mereçe uma reflexão escrita além de todo o tempo que passei discutindo com minhas amigas que assistiram a peça junto...

Bom, para começar, como o nome já sugere, é uma adaptação do velho e conhecido romance de Romeu e Julieta... Mas calma, o elenco só tem 4 homens... como será a Julieta? Me fiz bastante essa pergunta antes de entrar no teatro, e no começo da peça ainda tava pensando em como faríam... Bom, os atores se dividem, e cada um interpreta mais de um papel. Um deles, para mim o melhor, coloca o cabelo pra baixo, prende a jaqueta na cintura, e na nossa frente se transforma em uma lady, se transforma em Julieta. E ele entra nesse personagem e sai com uma facilidade absurda e única.
Já deixo avisado para aquele com qualquer característica homofóbia, Romeu e Julieta se beijam sim na peça... e tem cenas até bem quentes de quase sexo... Então, se essa não é a sua praia, não vá! Estará perdendo uma super peça por um preconceito sem sentido, mas cada um é cada um...

Na adaptação, os 4 meninos são como estudantes de um internato, com o uniforme certinho, e depois da aula eles resolvem encenar o clássico, com um livro na mão, e 'lendo' algumas passagens... Todos os objetos de cenas são materiais escolares... as espadas são réguas de madeira, ou canetas. Folhas de papel no chão demarcam o quarto de Julieta, e uma mesa serve como janela. Personagem que possuiem poder são representados por todos eles, de uma maneira única, uma sacada espetacular. Quando o Rei chega para dar seu decreto, eles sobem a gola da camisa, e de cima da cadeira proclamam, como um jogral, mas mesmo quem não está fazendo som, está mexendo os lábios... como se o personagem fosse tão forte, que uma só pessoa não seria suficiente para representá-lo naquele ambiente...
O figurino, a iluminação, a direção... todos mereçem destaque nessa peça, que vale muito a pena conferir...

E além... quem é aquele Romeu? Gente, aquele ator é lindo!!! A peça vale a pena só pra ver ele sem camisa...

28 de jul de 2011

Filme: From Prada to Nada

Ontem estava a procura de um filme para passar o tempo, desses com a história que todo mundo já conhece, só mesmo para distrair. Ai passei por esse filme, que de cara não me pareceu muito bom, mas vi o trailler e me animou. Era bem o que eu queria.
Mas confesso que tive uma boa surpresa com ele. O filme não fala apenas de duas meninas ricas que de repente ficam pobres, apesar desse ser o drama principal, o filme também conversa sobre família e tradições, principalmente  a mexicana.
É um filme que tem um romance previsível, como era esperado, mas as duas irmãs surpreendem ao aprender que há mais na vida que dinheiro e de uma forma não tão normal...
Tudo bem que alguns romances acontecem rápido demais, mas afinal o filme tem um tempo relativamente curto. Nem todos podem ter 2hrs e meia de duração.
Discussões como "porque não ficar com um cara que pode te bancar?" são lançadas, assim como "o que é mais importante, amor ou dinheiro?"
Quando a vida muda, como fazemos para nos adaptar a novidade? algumas vezes temos que recomeçar, e aceitar que nada voltará, como as irmãs descobrem com o tempo.
É um filme água com açúcar, para um dia de frio sem nada para fazer...